Trabalhos, Pedradas e Conversas sem Controlo

Se por acaso já aqui vieram antes, poderão ter reparado em três novidades neste espaço pseudo-intelectual.

São elas:

  • Depois de tantas pedras atiradas no Livro de Reclamações, os comentários passaram a ser pedradas. Calhou mesmo bem dado que em certas páginas dava jeito ter “Comentários”, noutras, “Respostas”, noutras, “Reclamações”, e por aí fora. Como tal o sistema carecia de generalidade não sendo portanto adequado às minhas necessidades. Agora com as “Pedradas” ganha-se generalidade, consistência, simbologia religiosa e até alguma piada. Só vantagens! (excepto para mim que levo com as pedras)
  • A segunda novidade consiste na secção Academia em que planeio colocar versões digitalizadas de trabalhos meus feitos durante o curso, bem como outro material que produzo em diversas áreas a título extra-curricular. Tenho a certeza de que isto vai ser útil a muitos caloiros (ver definição abaixo) e a mim próprio dado que dá imenso jeito ter um pequeno arquivo para questões de currículo, consulta, etc. Por agora está meramente em construção mas irei colocando conteúdos à medida que me for possível.

Definição de caloiro: Qualquer estudante de M/LEFT com 1º ano de inscrição no curso inferior ao meu. Um obrigado ao Nelson pelas valiosas lições que me deu quando entrei no curso.

  • A terceira e mais improvável das novidades consiste em associar a este weblog um podcast que se vai chamar Conversas sem Controlo cujo acesso pode ser feito através do ícone de podcast da Apple na barra lateral. O tema do podcast será inteiramente arbitrário e é improvável que não varie completamente de edição para edição. É igualmente improvável que saia com regularidade e quantidade. É mais uma experiência que outra coisa e eu quero brincar com as ferramentas que tenho no Mac. Curiosamente lembrei-me de o fazer num dia em que comentava com uma amiga, o facto de detestar o tom da minha voz. Ora, não sou egoísta e quero partilhar esse desprazer convosco.

Nota: O nome surgiu de uma expressão usada muitas vezes pelo meu falecido avô materno, “conversas sem controlo”, que a utilizava para classificar certas situações. Como poderão achar e bem, a qualidade dos conteúdos será adequada ao título ou talvez completamente imprevisível, sei lá. Fica aqui a homenagem ao meu avô seja lá como for.

Resta agora esperar que as promessas se concretizem e que os andaimes e mensagens “Em construção…” vão aos poucos e poucos desaparecendo.

3 Respostas para “Trabalhos, Pedradas e Conversas sem Controlo”


  1. 1 CaloiraNo Gravatar

    Olha lá, eu não sou de LEFT/MEFT!! >_

  2. 2 AndréNo Gravatar

    Mas eu sou… Duvido que o que coloque sirva para alguma coisa para LEIC tendo em conta que não há cadeiras em comum que me consiga lembrar. :P

  3. 3 NelsonNo Gravatar

    essa pode ser a definição de caloir, mas é tão útil como a definição de variedade diferencial! O que dá jeito são critérios para conseguir perceber se um determinado indivíduo é, ou não, caloiro.

    E isso consegue-se usando alguns truques:

    1. Olhar esgazeado no campus da faculdade: para o caloiro tudo é novidade; quando descobre alguns pormenores sobre a universidade fica de olhos em bico. Este sintoma é particularmente útil mas primeiras 6 a 8 semanas.

    2. Mochila com ar pesado: o caloiro ainda não sabe que a maior parte dos livros é inútil; vai daí, leva sempre 20 kg às costas. Este sintoma só é válido até ao final do primeiro semestre.

    3. Ar sonhador: o caloiro acha que vai mudar o mundo. Acredita que as cadeiras vão ser interessantes e que a universidade vai prepará-lo para o mundo. Este aspecto idealista mantém-se nalguns casos até ao fim do terceiro ano.

    4. Roupa nova: o caloiro leva frequentemente a sua “melhor roupa” para a faculdade, sobretudo nos primeiros dias; ao fim de um ano ou dois continuamos a levar a mesma roupa porque não há tempo para comprar roupa, mas agora está mais velha. Sendo mais notório no início do primeiro ano este sinal externo de caloirice vai-se esbatendo à medida que o tempo passa.

    5. Grupos: o caloiro é um animal social. Pensa-se que se trate de uma estratégia de defesa contra os predadores. O caloiro desloca-se em manada, diminuindo assim as probabilidades de predação. Quando atacados por um predador a manada foge em debandada e os mais fracos do grupo são capturados. Por isso prestem atenção a grupos de pessoas que respeitem um ou mais dos pontos acima.

    Se um fulano respeitar 2 ou mais destes 5 sinais, então é caloiro. E cerca de 96,3% dos caloiros podem ser identificados usando estes critérios.

    Ah, ia-me esquecendo da melhor forma de descobrir um caloiro: falem com ele! É muito fácil identificar um caloiro pela ausência de cinismo. A arte do cinismo como estratégia de sobrevivência a longo prazo demora alguns anos a dominar.

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