Teresa Salgueiro sem DRM

Há poucos dias, comprei o meu primeiro álbum iTunes Plus sem DRM na iTMS (iTunes Music Store). Estou completamente satisfeito, já tinha comprado anteriormente na loja normal, em que os álbuns e músicas disponíveis são protegidos por DRM e embora de qualidade satisfatória, relativamente baixa quando comparada com a loja iTunes Plus.

Você e Eu

Não sou grande aficionado de música brasileira, acho que só tenho o álbum da Maria Rita na minha extensa biblioteca, mas depois de ter ouvido uma entrevista acompanhada de alguns temas na Antena 2, fiquei cativado pelo álbum, que combina a excelente voz de Teresa Salgueiro com algumas músicas típicas do repertório brasileiro.

O álbum é subtilmente diferente daquilo que estamos habituados a ouvir como música brasileira. A nacionalidade portuguesa de Teresa Salgueiro bem como a sua formação lírica deixam escapar trejeitos na suavidade e candura da música brasileira. Por outro lado, penso que é a primeira vez que Teresa grava um álbum nestes moldes, a fugir tanto ao seu estilo habitual.

Os instrumentistas que a acompanham, Septeto De João Cristal, fazem um trabalho fantástico como penso que seria de esperar. Não conheço este grupo, mas suponho que tenham qualidade porque a demonstram neste álbum, “Você e Eu”.

Porque nestas coisas de música, palavras escritas não fazem mossa, vou deixar aqui um exemplar do album, a música nº 17. É um pouco triste mas nem tanto e é bastante bonita.

O álbum é recém lançado e fiquei honestamente muito feliz de o encontrar sem DRM. Só compro um álbum com DRM se não tiver alternativa legal ou ilegal, mas neste novo formato, a iTMS pode contar com a minha presença em futuras aquisições e penso que qualquer consumidor que preze a qualidade da música digital que adquire me deveria seguir o exemplo.

Há que premiar a EMI por ter disponibilizado o seu catálogo sem as restrições idiotas do DRM e punir as outras editoras que parecem fechadas no mundo de Oz à procura de um feiticeiro milagroso que lhes resolva o problema da evolução social da música digital e que lhes tem vindo a comer o negócio no formato tradicional através da pirataria.

A compra do album inteiro não acarreta despesa adicional para o utilizador por ser comprada no novo formato. No entanto, há um acréscimo de 30 cêntimos ao preço base de 1€ por música caso a compra das mesmas seja feita de forma individual. Ainda assim, no caso particular deste álbum, paguei sensivelmente metade daquilo que pagaria pelo disco. Tendo em conta a forma como oiço música, a minha cabeça não parou duas vezes entre uma escolha ou outra.

Já agora, faço um apelo aos mais ambientalistas que ainda se mantenham de pedra e cal a comprar os discos. Lembrem-se que ao contrário do formato físico, o formato digital é mais amigo do ambiente. Não há papel impresso, nem caixas de plástico nem CD’s. Agora que a população leiga parece finalmente cativada para ouvir os clamores da natureza face aos desmandos ambientais da nossa era, esta é mais forma de protecção.