É caso para dizer: “Mais vale tarde do que nunca!”
Depois de 2 anos da realização da viagem, e passado 1 ano desde a última paragem pelos Fjords, chegamos finalmente a Stockholm.
A cidade de Stockholm é uma cidade cosmopolita, movimentada, extensa, monumental cheia de diversidade bem evidenciada pelo contraste quase absurdo do funcionalismo imponente dos grandes edifícios e avenidas modernistas com a elegância, refinamento e detalhe das grandiosas alamedas clássicas e monumentais palácios, teatros e museus da era barroca pautados pelas elaboradas pontes de ferro e pedra.
Debaixo de toda esta monumentalidade fora de escala, sobrevive abafado, um espírito herdado certamente da era medieval num entrelaçar de ruas e ruelas, de pracetas e becos onde se encontram pequenos cafés, espalanadas, confeitarias, padarias e todo o tipo de comércio citadino mais bucólico.
Apesar desta clivagem temporal que se vê na cidade, há um factor comum que a preenche sem dó nem piedade: uma atmosfera fria e quase desumana estende-se pelos enormes lagos e canais que abundam por toda a cidade e estrangulando-a, deitam por terra os esforços do calor dos edifícios coloridos, das inúmeras pontes que ligam as ilhotas e penínsulas numa tentativa de gerar comunicação que no entanto parecem ser quebradas como fios de uma teia de aranha sempre que as pesadas nuvens do céu se fundem com as águas cinzentas e engolem a cidade num mar de tristeza e desolação.
Apesar de este cenário um tanto quanto desanimador, Stockholm vive de acordo com as expectativas. É uma cidade completamente possuída por um mar de culturas estranhas a si mesma onde não encontramos com facilidade o espírito sueco, pelo turismo e por um movimento louco mas extremamente frio.
Nos últimos dias da minha viagem, perguntava-me: “Onde raio andam as pessoas que aqui vivem, os suecos?”. Resolvi então acordar ás 5 horas da madrugada e nas ruas quase desertas da metrópole lá os encontrei no jogging, nas bicicletas, nos jardins, nas padarias como que refugiados no silêncio da madrugada. Curiosamente ou não, a partir das 10 horas da manhã desapareciam completamente e a cidade fica entregue aos turistas, imigrantes, comerciantes, etc.
Infelizmente já me encontrava no fim da demanda e possuía pouco espaço no cartão e como tal tive que ser selectivo nas fotografias. Acabei por não fotografar a zona de cariz modernista construída entre os anos 20 e 50 do século XX e foquei-me exclusivamente nas zonas mais antigas da cidade.
Para contrariar um pouco o espírito frio da cidade, podem ver-me a montado no colorido cavalo que é também o Galo de Barcelos lá do sítio e assim me despeço.
A galeria de fotos pode ser vista aqui.



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