
Como já referi de passagem em artigos anteriores, comprei recentemente a minha primeira máquina fotográfica DSLR, a mais recente máquina de entrada deste tipo da Nikon, a D60. Apesar de existirem milhares de reviews bastante completas e especializadas por essa Internet fora, achei que devia escrever um pouco sobre a já minha razoável experiência com esta máquina numa perspectiva não tecnicista, mas sim de utilizador amador e nada entendido em fotografia.
Começando por analisar o corpo e ergonomia da máquina, devo dizer que este é completamente igual ao das suas antecessoras, as Nikon D40 e Nikon D40x. O corpo é bastante confortável e os botões são todos sem excepção de acesso fácil e intuitivo possuindo usual roda de escolha de modo, controlo da abertura e tempo de exposição, botão de flash, de modo temporizado de disparo, Active D-Lighting e de bloqueio de foco. Possui depois relacionados com o software, botão direccional de navegação, de delete, galeria, menu e botões híbridos de zoom in e zoom out que permitem também acesso às opções fotográficas usuais e botão de ajuda.

Penso que além destes, gostaria de ter botões dedicados ou híbridos a opções usuais de fotografia que infelizmente só podem ser acedidos pelo software como por exemplo da sensibilidade do CCD modos de focagem, disparo, flash, metering e qualidade e formato da imagem. Num corpo tão pequeno, não tenho dúvidas que seria complicado manter a ergonomia através da introdução de muitos botões mas penso que muitas das funções podiam ser facilmente implementadas através de botões híbridos à semelhança de outras opções ou à possibilitação de botões personalizáveis (existe um deste tipo).

O corpo, compacto e ergonómico, peca por vezes por ser excessivamente pequeno ou assim me parece uma vez que tenho as mãos relativamente grandes e fico com pelo menos um dedo de fora, mas sobretudo pela Nikon ao contrário da rival Canon, não oferecer nesta gama de entrada um battery grip vertical que melhore o handling da máquina sob o pretexto desta máquina ser objectivamente compacta. Justificação completamente idiota na minha opinião uma vez que cabe ao utilizador saber se pretende que o corpo seja um pouco maior ou não.
A máquina de resto e tendo em conta que é uma SLR, é muito transportável sem qualquer incómodo de peso ou volume.
Passando ao software propriamente dito, este é muito funcional e agradável. Temos acesso à galeria, opções gerais de fotografia, opções especializadas de fotografia, opções de funcionamento e por opções de edição e retoque de imagem. Não vou particularizar sobre cada um deles. São todos muito funcionais e oferecem uma vasta panóplia de opções com fácil acesso e ajuda in loco para utilizadores inexperientes.
A galeria é muito completa, permitindo consultar todo o tipo de informações da fotografia e possuindo acesso rápido a algumas funções de retoque bem como uma vasta gama de opções de apresentação. O display possui um modo tradicional simbólico de funcionamento e um modo gráfico onde visualizamos uma imagem representativa do diafragma. A ausência de botões especializados é compensada pelo acesso extremamente fácil e rápido às opções de fotografia a partir do display e a máquina possui um giroscópio interno que determina a posição desta, ajustando automaticamente o display para a vertical se for esse o caso também rodando as fotografias verticais automaticamente.

Porque nem tudo são rosas, a máquina possui um odioso sensor ocular que desliga o ecrã automaticamente em caso de detectar uma presença perto desta. De facto conceptualmente bastante útil não fosse o facto do maldito sensor funcionar de forma imprevisível debaixo de condições de muita ou pouca iluminação, sendo por vezes um inferno, obrigar que o ecrã permaneça ligado e não a piscar como uma luz de uma discoteca. O idiota é que não se lembraram de introduzir uma opção que permita simplesmente ignorar o sensor ocular, feature que talvez venha introduzida numa versão superior do firmware esperemos.
A nível da ocular, toda a informação que possamos desejar é configurável para aparecer nesta, embora pessoalmente faça mais uso do LCD integrado.
As opções de ajuste e retoque de fotos são as habituais nos programas de edição básica de imagem, tendo ainda processamento das imagens RAW na câmara o que pode poupar tempo e espaço em algumas situações bem como uma função algo inútil de filmes frame by frame.
O software incluído para instalação é o Nikon Transfer e o Nikon ViewNX, ambos bastante limitados e elementares mas espera-se que qualquer entusiasta amador ou não, use programas mais elaborados como o Apple Aperture ou o Adobe Lightroom.
A lente base é de uma qualidade muito satisfatória em máquinas desta gama. É uma 18-55 mm VR (estabilizador interno que reduz a influência das tremuras e instabilidade sobretudo em exposições mais longas em handheld).

O kit que adquiri possui uma não tão satisfatória teleobjectiva 55-200 mm que infelizmente tem uma qualidade de construção algo inferior à lente anterior e a ausência de VR numa teleobjectiva é sempre mais chato uma vez que a influência da instabilidade ou tremuras é superior para zooms maiores. A lente extra inclui uma pala e uma bolsa de camurça.

O sistema de troca de lentes é muito práctico e acessível. Lembro no entanto, que as máquinas desta gama só possuem focagem automática para lentes AF-S e AF-I, descartando uma vasta panóplia de lentes Nikkor. Facto algo irrelevante com o rápido crescimento no mercado destas lentes até este momento bem como o facto de ser uma máquina virada para principiantes que por definição não têm problemas de compatibilidade com lentes mais antigas. A rival Canon no entanto, não possui esta limitação.
A qualidade das fotografias é a meu ver de grande qualidade e vê-se bem a qualidade do sensor de 10 megapixels com um espectro de sensibilidade muito largo (ISO100-ISO1600, ISO3200 Boost). As cores são muito vivas e a imagem muito nítida e definida. Porque qualquer imagem vale mais que 10000 palavras dêem uma olhadela ao meu photostream no flickr. A alta resolução do sensor é útil para cropping de imagens por exemplo.
É importante ainda referir que ao contrário das suas antecessoras e até de alguns modelos superiores, similarmente às Canon, a Nikon introduziu um sistema automático de limpeza do CCD que é bastante útil. A máquina efectua a limpeza automaticamente aquando do turn on/off mas pode ser feita manualmente em qualquer altura.
A nível de bateria, esta parece-me bastante razoável não tendo qualquer defeito a apontar. Ela dura facilmente pelo menos 1 dia ou 2, máximo 3 de muita actividade e o carregamento completo é rápido. Em caso de necessidade, é sempre possível arranjar baterias adicionais para emergências sem grande prejuízo a nível de peso. É no entanto lamentável que apenas seja incluído um carregador externo, não se podendo por isso carregar as baterias na máquina. A Nikon disponibiliza no entanto um adaptador AC para usar directamente máquina a preço talvez um pouco excessivo.
De resto, o kit que adquiri vinha bastante apetrechado, ainda que com acessórios de baixa qualidade. Eram eles um cartão SD de 2GB bastante lento que limita quando queremos fotografar em multishoot, um tripé com cerca de 1,3 metro de baixíssima qualidade com saco incluído e ainda um estojo bastante útil ainda que claramente indiscreto devido á sua forma trapezoidal, o que infelizmente denuncia a presença da máquina. Além destes, temos ainda o usual cabo USB e a emblemática fita Nikon para o pescoço.
É ainda conveniente referir que a máquina possui suporte de raiz aos cartões SD EyeFi, o que facilita a utilização destes dispositivos cada vez mais populares em caso de desejarmos que a máquina possua conexão WiFi.
Como disposições finais, devo sublinhar que tendo em conta a máquina que é e os melhoramentos face às antecessoras D40 e D40x, a D40 tradicional é capaz de ser uma compra mais inteligente para quem quer minimizar o orçamento uma vez que as adições da D60 são mais refinamentos que propriamente uma revolução talvez com excepção da resolução (6 VS 10 megapixels) e sensibilidade (ISO100 VS ISO200) do CCD. Note-se que a D40 é mais rápida no disparo com flash (1/500 VS 1/200).
Também recomendo a exploração das alternativas da Olympus mas sobretudo da Canon. A primeira oferece todo o tipo de confortos e automatismos a que os utilizadores de compactas estão habituados. A segunda tem neste momento máquinas com menos handicaps e mais funcionalidades que as pares na Nikon e os preços são mais competitivos. Eu escolhi Nikon porque sou Nikon biased mas ainda ponderei a troca por uma 400D ou 450D da Canon.
De resto, devo sublinhar que adoro a minha nova máquina, tem-me permitido tirar fotografias que aprecio bastante e estou a tornar-me um viciado em fotografia.
Para reviews mais técnicas recomendo uma pesquisa no Google. Há o dpreview.com, kenrockwell.com, cameralabs.com entre muitos outros.


Cara, primeiramente obrigado pelas informações
Então gostaria de saber se existe alguma lente com zoom mais simples ou mais barata para essa câmera.
Obrigado
Fabio
entao comprei uma d60 e nao consigo visualizar as imagens antes de bater no display o que faco vc pode me ajudar.
A Nikon D60 é uma DSLR e não permite a visualização da imagem no display, apenas pelo viewfinder.
ola, nao sei se me podem ajudar, mas tenho um nikonD40x praticamente nova que gostaria de trocar por uma canon, ou mm sony com caracteristicas semelhantes. men.pedro@gmail.com
obrogado
cara…
Eu não troco a minha D60 por uma D40 nunca na minha vida…
em todas as fotos do meu site foi a D60 que me auxiliou…
tem esta nova D3000 ai eu ja esperimentei.. mais ela atraza em fotografias noturnas com flash…
Poxxa quero comprar uma máquina proficional mais ainda não sei qual é a melhor. Me recomendaram Nikon. Alguém pode me dar uma sugestão?