Talvez seja pela aproximação do Irão à Organização para Cooperação de Xangai (organização internacional fundada por 5 países no orientais em 2001: China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão mas que já conta com muitos países “pretendentes” sendo eles a Índia, a Mongólia, o Paquistão e o Irão, mas por aquilo que nos chega pelos meios de comunicação social, parece que a Rússia aprendeu a famosa lógica invertida de Ahmadinejad, bem conhecida dos ocidentais aquando da discussão do programa nuclear iraniano.
Nota: Se a OCX já é vista como a NATO dos “maus” pelos observadores ocidentais, nem quero sonhar como será agora com o aparecimento deste conflito com a Rússia e do aparente estreitar de relações com o Irão.
Depois do assinar do acordo de cessar fogo pelos países envolvidos e com o aval internacional, a Rússia insiste que está a retirar as suas tropas do território georgiano apesar de todos os relatórios recebidos no ocidente pelo menos terem indicado não recuo mas sim avanço das tropas pela Geórgia adentro.
Depois de dias e dias de a Rússia insistir que está a retirar as tropas, da discussão semântica sobre a diferença entre “recuo militar” e “retirada militar” entre jornalistas ocidentais e militares russos, das moderadas palavras de Lavrov (Ministro para os Negócios Estrangeiros da Rússia) que diz que a Rússia quer negociar, que não fecha as portas à NATO entre muitos outros floreados diplomáticos, o que é certo é que só recentemente é que parece ter havido acção no terreno que corresponde às promessas da Rússia que no entanto insiste em manter forças de “manutenção da paz” em zonas chave das províncias separatistas num total de no máximo 500 soldados.
Medvedev não foi excepção a este mar de contradições e se num dia aparecia a classificar a Rússia como um povo amante da Paz e como sendo um povo pacífico ao longo da sua História e de classificar o incidente com a Geórgia como caso único, aparecia no dia seguinte a manobrar na TV o seu governo fantoche da Bielorrússia a falar de cooperação militar, de venda de armamento aos “amigos” da Rússia dos quais podemos sublinhar a Síria ou a Venezuela entre outras coisas do género. Gostava de ler os mesmos livros de História que Medvedev.


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