Hitokiri

In the mellow sheets of the shredded sunset
Lies the warrior standing on his sheathed sword
There he is, eyes wide shut
Listening to her singing
Of that blade which protects him from previous raping
There he stands, supporting himself on the invisible aggression
That shattered blade he wields unknowingly on his defense
Even after sworn against it
That broken mirror that does not exist
It’s all he has left to be

Before him, the crowds walk
Ignoring this old young shadow
He recognizes some faces
Remembering his unexisting life
Sorrow and regret bloom within his urge
He grabs the handle, ready to attack the peace…
Does he refrain?
Two tears are shed, only he remains…

André Cunha

3 Respostas para “Hitokiri”


  1. 1 AndréNo Gravatar

    Não é exactamente uma baboseira, mas sim uma grande piroseira. Creio ter sido bem sucedido no processo de concepção, porque por qualquer motivo, existe sempre, sem eufemismos, uma deliciosa piroseira intrínseca nas temáticas asiáticas.

    O estrangeirismo barato do inglês, o dramatismo exacerbado, a honra violada, o sentimento decepado, o conflito interno demasiado evidente, as metáforas e imagens simples e infantis…

    Escrevi-o há muito tempo num acesso depois de ver um filme japonês sobre o tema enquanto ouvia a primeira música. Mas curiosamente encontrei nele uma máscara e um recado que queria exibir a alguém que provavelmente nunca o irá ler.

    Recado dado, sim, é piroso, mas hoje apeteceu-me acabar com as dúvidas.

  2. 2 AndréNo Gravatar

    Ah, quero aproveitar para apontar a cereja no bolo, La Japonaise de Freddie Mercury e Montserrat Caballé.

  3. 3 AndréNo Gravatar

    E falta a sombrinha de papel, que é eu comentar o que escrevo, lol.

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