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MISÉRABLES:

No Meu País…

As ruas do meu país são bonitas mas estão vazias, são largas e monumentais avenidas antigas que no entanto não acusam a mais leve passagem do tempo.

Há muitas paradas, mas não se faz lixo ou mácula. As cidades são coerentemente eclécticas, não há uma rua igual à outra. Na malha ortogonal cruzam-se todas as eras e civilizações sem nunca se mesclarem entre si, cada rua é coerente consigo própria.

No meu país as pessoas discutem muito, mas nunca se zangam. Discutem racionalmente tudo o que é e não é passível de assim ser discutido. Filosofia, ciência, humanidades, amor, ódio,…

No meu país as pessoas não se conhecem, não frequentam as casas umas das outras, não há famílias. Reúnem-se em cafés, bares, salões e festas. Ninguém se apercebe do clima que caracteriza o meu país porque tudo é invariante a este. As pessoas prosseguem sempre os mesmos hábitos, vestem-se sempre da mesma forma.

Há ainda assim muita diversidade mas tal como as ruas, não se mistura como água e azeite e é assim nas pessoas, na natureza, nas paisagens, em tudo.

O meu país é uma ditadura mas ninguém sabe quem a dirige. Os serviços secretos são um poder sem rosto desta força desconhecida que o dirige.

O exército é imenso e interminável mas é incapaz, inapto para a luta. Vestem fardas ornamentadas e possuem inúmeros rituais. Há planeamento e rigor de todas as eventualidades e possíveis acontecimentos militares, mas ninguém, nesta massa humana sabe pegar numa arma para fazer a guerra.

Somos um país imenso e excessivamente organizado. Este nosso exército imenso e maquinal assusta as outras nações, não temos guerra.

Os serviços secretos asseguram aquilo que a inépcia do exército nunca poderia evitar e eliminam as possibilidades de conflito mas se nos invadem, vamos à vida.

No meu país, as crianças só saem de noite. No meu país todos os cidadãos possuem uma infinidade de títulos, cargos e responsabilidades oficiais. Como toda a gente ocupa todos os cargo em todas as áreas não existe uma verdadeira hierarquia. Somos um povo orgulhoso e vaidoso, mas não nos lembramos porquê.

No meu país somos todos muito diferentes em aspecto, mas no fundo somos todos iguais. No meu país os sentimentos não florescem, transformam-se em livros, poemas, tratados, artigos, ensaios… Temos milhões de bibliotecas intermináveis em que toda esta obra acaba depositada e esquecida. As bibliotecas são tão extensas, os seus corredores tão longos e labirínticos que ninguém ousa visitá-las, foram projectadas com esse propósito.

No meu país não temos telefones, só escrevemos cartas. Não existe televisão mas fazemos muito cinema, teatro e televisão também só que os filmes nunca são terminados e as cenas sucedem-se, as peças de teatro são ensaiadas sem término, os programas televisivos são gravados e regravados mas nunca são lançados. Assim é toda a arte no meu país.

Ensaiamos, experimentamos, pensamos e concebemos mas nunca terminamos, a obra é por definição inacabada, as obras não são lançadas apesar de termos sempre datas planeadas para o fazer, datas essas que se prolongam pelos séculos. Temos grandes movimentos artísticos, orquestras, estúdios, ateliers, escolas… As orquestras não actuam, ensaiam; os pintores não expõem, experimentam porque nenhum artista consegue obter aquilo que imagina, a perfeição não converge, então para sempre ficam no estado de concepção.

Ninguém sabe ao certo quantas pessoas existem neste país meu. Como as pessoas fazem um sem fim actividades e ofícios e ocupam uma infinidade de títulos e cargos e hierarquias, toda a gente é tudo e nada, parecemos ser biliões mas podemos não passar de uma dezena, ninguém sabe.

No meu país as pessoas têm muitos nomes, como se sentem presas por apenas um, adoptam milhares de nomes, não há minuto que passe sem que um novo nome lhes surja.

No meu país as pessoas não morrem e são sempre jovens fisicamente. Acontece que um dia ficam simplesmente catatónicas. Não as enterramos porque estão vivas, então ficam nas ruas como estátuas, a nossa única arte que se conclui porque ninguém distingue estas pessoas de objectos inertes.

No meu país não acreditamos em Deus mas temos grandiosos templos de todas as religiões; tal como a maioria dos sítios neste meu país, encontram-se quase sempre vazios.

As pessoas passam os dias nas ruas vazias e extensas a discutir e a passear.

São as crianças que constroem o meu país. De noite, quando saem, invadem uma qualquer zona e erigem quarteirões, ruas e bairros inteiros numa só noite.

Os serviços secretos que tudo controlam não as conseguem ver, aliás a partir dos 12 anos, as crianças no meu país são adultas e deixam de ver as crianças, os adultos não as vêem, só se recordam delas da sua infância.

Por isso ninguém sabe onde vivem, donde vêm e quem são. Rumores falam dos esgotos monumentais mas ninguém lá vai.

As pessoas do meu país como conquistaram a imortalidade, não têm necessidades fisiológicas. Não comem, não defecam, não nada. Ainda assim temos casas de banho, hospitais e todo o tipo de estrutura associadas à natureza do animal humano. Essencialmente assim acontece porque temos que ter profissões.

Por exemplo, temos médicos mas nenhum deles saberá intervir se necessário. São sábios e escrevem longos tratados e extensos artigos profusamente descritos até ao mais ínfimo detalhe, ilustrações, cálculos e deduções mas nunca ninguém na realidade experimentou nada.

Não temos cemitérios, as pessoas vão ficando pelas ruas, tiram-nas do caminho e usam-nos como ornamento nos parques e jardins porque não morrem, ficam catatónicas.

Há muitas mães no meu país mas nenhuma delas sabe quem são os seus filhos. Não se lembram que os tiveram e como tal nem sabem que o são, mães. Os adultos no meu país não se despem, vestem sempre a mesma roupa, trajes elaborados que diferem em estilo, era e espírito mas que são sempre cuidadosamente elaborados mesmo que fossem andrajos. Podem andar sempre imutáveis porque não possuem necessidades fisiológicas.

Tivemos três guerras no meu país. Tivemos uma primeira guerra ideológica que terminou num armistício que fundiu as forças opositoras.

A segunda guerra foi um artifício de propaganda, nunca tendo ocorrido na realidade.  A imprensa anunciou a guerra, as tropas foram mobilizadas e todos acreditam que houve porque somos um país tão grande que toda a gente ouviu falar de alguém que esteve nessa guerra fora das nossas fronteiras mas ninguém conhece ninguém que realmente lá tenha estado até porque nunca ninguém neste país se aproximou sequer das fronteiras do nosso extenso território. Foi uma guerra inventada pelos serviços secretos.

Por fim, a última guerra que nos assolou foi uma invasão estrangeira. O inimigo enviou milhões de soldados mas nunca os suficientes para fazer face aos nossos territórios intermináveis, às nossas cidades infinitas, havia sempre mais ruas, mais esquinas, mais avenidas e o exército do inimigo acabou por se desfazer na nossa imensidão como o exército francês na Rússia. Ninguém sabe porque fomos invadidos ainda hoje, muito se escreve sobre o assunto.

Diz-se à boca pequena que vivemos em guerra civil permanente mas ninguém sabe ao certo entre quem e não há sinais óbvios de guerra civil. Dizem os rumores que se deve à intervenção dos serviços secretos na gestão do conflito, que cuidadosas operações de limpeza e abafamento são levadas a cabo e nesses sítios as pessoas supostamente discutem mais ou ficam silenciosas e as ruas supostamente são mais limpas, mas na realidade não passam de boatos porque ninguém neste país sabe usar uma arma ou levantar os braços para agredir quem quer que seja mas tornámo-nos vítimas do nosso poder sem rosto.

Não há carros no meu país. Só andamos a pé. Os carros não servem para nada precisamente porque o país é tão extenso que ir a qualquer lado a pé ou de carro é irrelevante, como somos imortais o tempo não significa nada para nós e como tal nunca temos muita pressa de chegar onde quer que seja. Há ainda assim, quem tente atravessar o país inteiro a pé.

Não conhecemos outros países embora tenhamos milhões de embaixadores, diplomatas, geógrafos, mapas e estudos étnicos mas nunca ninguém foi a lado nenhum na realidade. Ficámos fascinados aquando da última guerra precisamente porque fomos visitados mas ainda hoje há dúvidas se esse invasor não tenha surgido meramente dentro do nosso país a partir dos fenómenos de diferenciação que já descrevi.

Há auroras boreais no meu país. Como as realidades não terminam neste meu país, não temos museus porque simplesmente não percebemos o conceito. O tempo não começa nem termina nem se move, não há velho nem novo, há sempre mais, mas tudo o que houve se mantém. Não sabemos o que é antigo, não sabemos o que é não ser o que já se foi. Existe sempre tudo.

André Cunha

Mahora

Alguns Comentários…

Em virtude de dois (um e outro) artigos no weblog colectivo onde participo, o Ars Vitæ, escrevi os seguintes comentários que resolvi compilar num artigo:

A natureza individual, aponta-nos e indica-nos sempre caminhos sedutores por mais tortuosos e imbecis que nos apresentem, a natureza puxa-nos e guia-nos nessa viagem inútil.

Agora o espírito… Quem é que sabe domar o espírito? No decurso do caminho somos sempre atacados pelo espírito, ele pode ser oculto e breve nas suas manifestações, mas ofusca-nos sempre da linha que a natureza nos traçou e deixa-nos completamente perdidos. Exige de nós aquilo que a natureza não nos concedeu, força-nos com a sua necessidade, porque é ele o último reflexo da nossa alma por mais que esta esteja trabalhada pela nossa natureza. Se calhar falo de mim e não de Antero quando emito estas breves linhas, mas em mim, a natureza é conservadora; agora o espírito, esse génio maldito que amaldiçoo e abençoo, essa torrente de águas revoltas e límpidas em que incide a luz da minha alma, esse será sempre revolucionário no sentido geral do termo. E será ele que me irá dar a paz, quer me afogue nessas águas, quer nelas mate a sede.

E mesmo quando acho que me vou afogar, continuo sempre com a mesma sede… Será essa sede o espírito e não as águas que acuso? Não sei dizer, não sei avaliar. Estou vazio agora e a natureza retoma em mim o seu caminho, não há lâmina que me corte esta mão, nesta indefinição há muito que estou talhado ao milímetro.

E acho sempre que açoriano se escreve açoreano e isto antes da companhia de seguros. Mas pronto, para mim, dançar será sempre dansar, não sou o primeiro nem o último, sou apenas mais um.

Escrevo sem nexo, agora reparo, nem sei porque vomito estas palavras, a insónia permanece e nem revejo. As palavras saiem desconexas sem tempero nem tempera, assim me encontro, assim aguardo.

Não sei o que digo nem se digo alguma coisa, as rosas são ainda brancas e a sua luz queima-me por mais que me digam que não, que são serenas e belas.

As imagens fundem-se e o sono não chega, estou calmo agora, a natureza retoma-se em mim e o espírito adormece lentamente mais uma vez para se esconder atrás desta nova criação.

Não me compreendo nem compreendo, a bússola gira em torno de si própria e a terra é vermelha, mas as rosas são brancas. Gosto do azul mas não acredito nele, falam-me do vermelho, conheço o branco, sinto o azul e o azul tinge o meu vermelho porque o vermelho não conheço, só o branco.

A fotografia devassa-me o espírito, e a máscara tomou conta da natureza ou será que foi a natureza que se mascarou? Não penso, não reflicto, não sinto, não choro, não amo, não odeio, não durmo, escrevo sem parar e o dicionário repreende-me, o teclado tem saudades da caneta, e eu só tenho uma caneta, está na mala.

Procuro algo entre um piano e um violino, o piano é a minha natureza mas o violino é o meu espírito e eu estou no meio. As cordas estão ká, o som sai, mas o violino não toca e o piano apressa-se, a uma mão, a duas mãos, a quatro mãos e eu não sou virtuoso, o arco parou e os braços caíram mas os dedos continuam frenéticos no teclado, não conhecem as teclas porque só se lembram das cordas e em cada tecla esperam encontrar o corte da corda mas a tecla é pesada e soa antes de saber que a premi.

Assim me esqueço da música e recordo apenas o som. Um som que chove, que gotícula e perde a forma que o definia, os homens correm e não pensam e já não formam um colectivo, tornaram-se um a um em homens mas em homens que se tornaram já não o são antes ainda de o serem e agora não pensam, eu não penso, fogem, será que fujo?

Ousado estou, porque não estou, não sou e como tal é fácil ser o que se não é porque o que se é nunca chega a ser e eu nunca chego a ser o que sou porque aquilo que sou nunca é nem chega a ser porque não percebo estas palavras que se apropriam das minhas mãos, das mão que não quer ser ferida, que permanece incólume como nasceu e ela envelhece mas não muda, e dizem-me que é bela, bela porquê? Será o seu gesto ou a sua forma, talvez ambos, a lixívia tirou-me a cor mas o indigo suja-me as mãos brancas que procuram o sangue. Mas o sangue não corre e a tinta tarda em chegar, todos se maquiam.

E não páro, não consigo, escrevo, escrevo mas não digo nada. As palavras amontoam-se e os pensamentos não chegam a ser nada, esfumam-se antes que lhes permita formar, nascer, cristalizar, assentar. Nuvens de pó, será fumo? continuam e eu não consigo ver nada, os olhos estão secos, a pele está cansada. Vou fechar o livro.

Que quero dizer? Que quero afirmar? Será que quero o quer que seja? Não sei parar, o livro não fecha, a água inunda-me a casa e vomitei na casa de banho, limpei o que pude mas o cheiro enjoativo e bilioso possuí-me as narinas, controlo a náusea mas não percebo, olho-me com desdém e no espelho acho-me belo no meio desta putrefacção que me rodeia. Sublinho que nada digo, mas tudo escrevo, porque nada tenho para dizer nem sei se digo, mas não consigo parar, os dedos continuam na ponta dos braços inertes. Não sei fazer nada mas tudo faço e no fim nada fiz, não consigo parar porque o espírito encontrou a natureza e não falam a mesma lingua, usam um intérprete de Bruxelas que recebe dinheiro a mais mas não eprcebe nenhuma das línguas porque só fala português. Mas a natureza é surda e o espírito só sabe gritar e o intérprete é um idiota. Perdeu-se mas continua, e sem saber o que traduz, inventa, ou melhor, aldraba, engana e burla nem sabe bem o quê até porque não se lembra, perdeu a memória e deixou de ficar triste embora não tenha ficado muito contente porque palavra atrás de palavra a todas anulou porque não sabe nada. É um idiota.

São 3:33, não 3:34 agora é feio, o três é bonito, parece um infinito incompleto mas agora já passou e já são 3:34. Tenho aula de Quântica às 11, é melhor tentar dormir porque acordo cedo. Minto, não vou acordar cedo mas tenho aula, vou lá mas vou ficar de fora mesmo que me vejam porque me vêem sempre mas nunca me tocam. E eu também não toco, tenho nojo e uso sempre luvas.

Olha que fofinho, transformei um substantivo em verbo.

Encontrei uma ave de fogo e estou a sagrar a minha Primavera, no penúltimo dia saberei mais, recupero-me lentamente, a realidade desenha-se aos poucos e recordo-me de mim, agora compreendo o jogo de cartas mas continuo sem saber jogar, jogo sempre ao acaso mas acham que jogo bem e muito. Agora sim, tenho sono e já vejo novamente pelos pesados olhos, são 3:47 e não paro. Um 3 desdobrado devia ser inifnito mas afinal dá 8 e eu nunca soube fazer contas. Pronto, assim sou nestas horas.

André Cunha

Outros campeonatos…

E saíram ontem os apuramentos para as finais da competição. Resultados com algumas surpresas, onde ainda assim se confirmam alguns nomes há muito favoritos.

Medalhas

Começando pela classe 5, Andrey Vulturov é o favorito ao ouro com uma pontuação de 121,5 mas nem tudo está ganho. Os atletas Monica Silver e o experiente Tony Carrot estão à perna com uma pontuação de 124,5, mas não menosprezemos Ricardo Pessegueiro que com 130,5 é um sério candidato ao pódio e ainda Alexander Rastov com 138 pontos, que apesar de mais distante, pode ainda ficar entre os laureados. Com tantos atletas de grande nível, a lacuna deixada pela eliminação precoce da grande esperança da modalidade, Michael Markesh, não é sentida.

Na classe 4, Samu Al-Mahid está apostado no ouro com 109,5 seguido de perto por Juan Perelas com 118,5. Mais distante está Jo Matashi com 124,5, que foi eliminado da classe 5 por penalizações de mudança de modalidade a meio do grande torneio e que se encontra em diferendo com o comité desportivo. Nesta classe lamenta-se a surpreendente eliminação de Nuno Fernandes, que no topo da sua forma, graças a penalizações muito graves por mudança de modalidade confirmou assim, o abandono definitivo do desporto de alta competição, indo para o torneio de júniores, apesar da sua idade relativamente avançada.

Na mítica classe 6 há uma grande surpresa. Depois do apuramento esperado de Michael Axe com 126 pontos que treina agora na Polónia, e do campeão mundial em pontos, Tomeév Bilrov com 54, eis que Peter Bourne já dado como eliminado fugiu à eliminação por apenas 6 pontos, estando com uma pontuação de 144. Lamenta-se com grande pesar, a ausência da grande esperança nesta classe, João Pela que entretanto se dedicou à música. Sublinha-se que esta é a última oportunidade de ganhar um grande título nas principais classes, uma vez que a partir de agora estes aletas competirão apenas na classe vintage.

Na experiente e já referida classe vintage, Hugh Fonzie corre o risco de ser eliminado nas competições finais tendo uma pontuação pouco confortável de 138 pontos.

É de referir que muitos dos atletas que aqui estão já dispensaram as competições finais que terão lugar em Setembro, estando esses à partida com a melhor pontuação possível. No entanto, destes atletas muitos têm ainda que competir, correndo o risco de aumentar a pontuação excessivamente, saindo assim do pódio e temos ainda que contar com o voto isento mas decisivo do júri que decide sempre os vencedores e vencidos desta emocionante competição.

Notemos a presença das equipas: CP com a dupla de renome mundial, Silver e Pessegueiro, NF com Vulturov há muitos anos na equipa, Axe que apesar de mais antigo foi expulso num escândalo de dopping mas agora voltou reabilitado e o agora experiente Matashi, antigo discípulo de Vulturov sendo os restantes atletas independentes com execepção de Perelas que compete pela ETC. É ainda relevante referir que Perelas e Al-Mahid têm o apoio do reputadíssimo Garden Institute.

Para as restantes classes menos relevantes, existe também muita força de vontade e espírito de competição e recomendamos a consulta dos dados oficiais.

Esperemos então por Outubro, quando tivermos na mão os resultados finais e a cerimónia de entrega das medalhas. Façam as vossas apostas!

Headless PowerBook on steroids

PowerBook 17''

Esta história tem cerca de um ano e eis que noto este post incompleto e abandonado não publicado e por isso aqui fica a história trágica do meu PowerBook:

Era uma vez um PowerBook que sofreu há dois anos, um upgrade de 2 GB de RAM e há um ano uma bateria nova, troca do velho disco de 80 GB, 4200 RPM da Fujitsu por um Hitachi Travelstar 5K160 de 160 GB, 5400 RPM, e ainda a compra forçada de um novo carregador à última da hora para substituir o antigo que já tinha queimado no fio uma vez e voltou a repetir a proeza então (mesmo depois de reparado com alguma improvisação por parte de um colega meu, dotado nestas coisas).

Ao fim de 3 anos e meio de serviço fiel com muito poucas falhas, quis assegurar o funcionamento do meu PowerBook G4 17” 1.33GHz por mais 2 anos pelo menos como minha principal máquina de trabalho.

Até resolvi aproveitar os upgrades como desculpa para finalmente me ver livre da instalação de Mac OS X que era a mesma desde a compra do computador e portanto já tinha sofrido dois major updates em cima, primeiro de Jaguar para Panther e depois de Panther para Tiger, e instalar tudo de raiz no novo disco.

E se a informática fosse um mar de rosas, neste caso de maçãs, este post ficaria por aqui, mas na verdade houve uma pequena saga associada a cada um dos upgrades

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Face of the Future

Pois é… Um dia destes houve alguém, infelizmente não me recordo quem mas desde já aqui fica o agradecimento, que me apresentou um site absolutamente fantástico, o Face of the Future. O Face of the Future consiste numa aplicação em Java feita por uns tipos da University of St. Andrews que recebe como input, uma fotografia facial qualquer, e depois, através permite através de várias opções, aplicar várias transformações à cara.

Essas transformações são várias, mas sublinho o interesse para as transformações em velho, em várias raças, em vários estilos de vários pintores (Modigliani por exemplo) e até uma transformação em manga (estilo japonês de animação)!

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Casa M

Certamente qualquer habitué do edifício conhecido por Pós Graduação no IST com alguns anos na casa, já teve a oportunidade de ser confrontado com pequenos cartazes a referir “O Poder do M”, “O M contra-ataca” em recantos da sala do NFIST, na sala de alunos e LTIs de Física e até na sala de alunos de LMAC.

Brasão da Casa M

Qualquer mente caloira mais curiosa se perguntará qual a origem desses cartazes e hoje e em exclusivo, o ecce homo conta pela primeira vez a história inédita do M.

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Mãe querida, mãe… Querida!

Deixei passar o dia da Mãe em branco mas que raio de filho seria eu se não compensasse isso no dia de aniversário dela (além de que precisava de um bom motivo para publicar o vídeo seguinte).

Muitos Parabéns, minha mãe! :D

Ovelha Negra

Um dia destes, a Caloira veio-me dizer para adoptar um bicho qualquer, não me lembro se virtual ou real. Recusei devido a um problema de conflicto de interesses e cometi o erro de lhe prometer explicar a situação por esta via, erro esse de que me vou arrepender amargamente.

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Hello! I’m a Mac… and I’m a PC… and I’m Linux!

Como já vem a ser hábito desde sempre, a última campanha publicitária da Apple, Get a Mac, incendiou os risos por todos os recantos da Internet e arredores com as personificações do Mac guy e do PC guy e não demorou muito tempo para que chovessem clones dos anúncios ora de PC e anti-Mac fanboys com dor de cotovelo, ora de Mac zealots maníacos.

Mas para mim, a melhor adaptação que encontrei nem sequer envolve vídeo. Pois é, Linux people, espero que se riam tanto como eu. :mrgreen:

Hello! I'm a Mac... and I'm a PC... and I'm Linux!

Security powered by JAVA

Um dia destes, fui ao ginásio como é habitual, chego ao balneário e procuro um cacifo livre e eis que me deparo com uma situação algo caricata. Ao meu lado, vejo um cadeado normalíssimo, daqueles que se vendem e alugam neste ginásio mas com uma etiqueta metálica agarrada, não com o nome, não com uma morada, contacto ou número de telefone mas sim a imagem seguinte:

JAVA Lock

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Dias de Deus apresenta…

…o Centro Multidisciplinar de Astrofísica também conhecido por CENTRA.

CENTRA 2006

Para quem não conhece, isto é uma fotografia do início de uma apresentação do CENTRA feita pelo seu líder, o prestigiado Professor Jorge Dias de Deus.

Já foram a apresentações de empresas, organizações ou palestras, conferências, congressos, certo? Devem ter visto gente bem vestida com fatos italianos acompanhada de portáteis topo de gama, PDA’s e até pequenos remotos e ponteiros laser para usar durante a apresentação.

No CENTRA aposta-se na simplicidade: um velho retroprojector que já conheceu melhores dias, meia dúzia de folhas de acetato escritas com 3 marcadores de cores diferentes e tem-se uma apresentação feita.

Vi apresentações de cerca de meia dúzia de centros de investigação neste dia, só me lembro desta.

E a Clix é melhor que qualquer oferta do grupo PT porque…

…até hoje nunca me cobrou nenhum dos 3 descuidos no excesso de tráfego em que já ocorri. Pois é, este mês foram quase 20GB de descuido e nem 1 cêntimo a mais na factura, nenhum excesso reportado e sim, não estou a ver mal os dias nem tenho nenhuma promoção especial qualquer.

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Grandes Expectativas

Ainda nem existe, e este espaço já tem a sua primeira citação nessa publicação virtual de elevado nível, o Ó faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços.

Claramente um presságio de fama e glória eminentes…