Arquivo para a categoria 'Arte'
És uma sombra nocturna de luz celeste,
Nobre, doce e dócil como as estrelas de outrora,
O Anjo áureo que leva os beijos da aurora,
Mais brilhante e rubra desde que amanheceste.Rafael Silveira Neves
Sou uma sombra nocturna de infernal chama,
Pétrea, fera e feral como as memórias de outrora.
Ó Anjo ígneo que impõe o crepúsculo na aurora,
Mais louca e rubra nesta minha cama…André Cunha
Tempo Para Cantar
Viver sempre sossegado
Cada amor em cada lado
Mas ele mesmo, até morrer
Vá-se lá saber
O que sentia todo o dia, até anoitecerViveu sempre, em todo o lado
Com seus dons de namorado
Sempre, sempre a envelhecer
Vá-se lá dizer
O que fazia todo o dia, até amanhecerÉ bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amanteÉ bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quiser acreditar
Ao menos não vem cá espreitarSobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantarFez de tudo, até calçado
Mas seu jeito de empregado
Só deixava perceber
Para quem queria ver
De cada dia uma alegria, para desaparecerFez de tudo, de empregado
Só não fez do seu passado
Um segredo para esconder
Já não vai vencer
Mas respondia para se defender:É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amanteÉ bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quiser acreditar
Ao menos não vem cá espreitarSobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantarÉ bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amanteÉ bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quiser acreditar
Ao menos não vem cá espreitarSobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantarBernardo Fachada




