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De bonnes raisons
Ton feu nourri de questions
Sur le pourquoi du comment,
De mon coeur et ses raisons,
Ne trouve pas de répondantJe ne manque pas
De bonnes raisons pour t’aimer
Je ne vois pas
Pour quelles raisons te les donner
Mes bonnes raisons pour t’aimer
Pourquoi te les donner?Est-ce ta jolie paire de fesses,
La peur de la solitude,
Le hasard et la paresse,
Ou une mauvaise habitude?Je ne manque pas
(Pourquoi les taire?)
De bonnes raisons pour t’aimer
Je ne vois pas
Pour quelles raisons te les donner
(De bonnes raisons pour m’aimer
Pourquoi me les donner?)Mon petit ange
Voudrait que je chante ses louanges
Gloria
Ma sainte relique
Demande son cantique des cantiques
AlléluiaPeut-être est-ce pour ton odeur
Ta façon de t’endormir,
Peut-être aussi pour ta soeur,
Ton argent ou encore pireJe ne manque pas
(Pourquoi les taire?)
De bonnes raisons pour t’aimer
Je ne vois pas
Pour quelles raisons te les donner
Mes bonnes raisons pour t’aimer
Pourquoi te les donner?Alex Beaupain
As-tu déjà aimé?
As-tu déjà aimé
pour la beauté du geste?
As-tu déjà croqué
la pomme à pleine dent?
Pour la saveur du fruit
sa douceur et son zeste
T’es tu perdu souvent?Oui j’ai déjà aimé
pour la beauté du geste
mais la pomme était dure.
Je m’y suis cassé les dents.
Ces passions immatures,
ces amours indigestes
m’ont écoeuré souvent.Les amours qui durent
font des amants exsangues,
et leurs baisers trop mûrs
nous pourrissent la langue.Les amour passagères
ont des futiles fièvres,
et leur baiser trop verts
nous écorchent les lèvres.Car a vouloir s’aimer
pour la beauté du geste,
le ver dans la pomme
nous glisse entre les dents.
Il nous ronge le coeur,
le cerveau et le reste,
nous vide lentement.Mais lorsqu’on ose s’aimer
pour la beauté du geste,
ce ver dans la pomme
qui glisse entre les dents,
nous embaume le coeur,
le cerveau et nous laisse
son parfum au dedans.Les amours passagères
font de futils efforts.
Leurs caresses ephémères
nous faitguent le corps.Les amours qui durent
font les amants moins beaux.
Leurs caresses, à l’usure,
ont raison de nos peaux.Alex Beaupain
Como acho que é notório pela ausência total de posts nos últimos meses, o tempo tem escasseado nesta época que os estudantes universitários bem conhecem. As entregas e projectos acumulam-se, os exames e testes finais aparecem como pragas de insectos e não resta cabeça nem tempo para nada.
Passando a assuntos mais agradáveis, um dia destes, em conversa com um amigo, veio à baila um clássico do cinema italiano, o Nuovo Cinema Paradiso de Giuseppe Tornatore (só o conheço por causa deste filme). Não me vou alongar sobre o filme em si, recomendo que o vejam (eu vi-o há uns anos a altas horas da noite na RTP 2) mas acho que tem um dos finais mais bem conseguidos de sempre, sobretudo para quem tem uma veia mais lamechas ou romântica.
Quem não viu o filme e não quer um spoiler, que não veja o vídeo seguinte. No entanto devo dizer que o fim em si não é nada spoiling e acho que não se perde nada em ver este final sem tiver visto o filme.
Nota: A banda sonora é, como não podia deixar de ser, do fantástico Ennio Morricone que este ano foi finalmente galardoado com uma daquelas ridículas estátuas douradas de nome estúpido (prémio carreira) e ainda criticado por achar que não ia receber nenhum durante a vida (o senhor tem mais de 70 anos, talvez 80).
Um grotesco thriller psicológico, horrivelmente imersivo, capaz de dobrar nervos de aço.
Sempre na perspectiva do protagonista, um telhador pobre chamado Sébastien (George Babluani), é guiado às cegas pelos labirintos do submundo até ser finalmente confrontado e forçado a participar numa macabra experiência limite.
Um filme minimalista que aposta numa atmosfera pesada, densa e profundamente noir é acompanhado de uma banda sonora que prima pelo silêncio ensurdecedor e por influências de cinema vérité.
Porque as sensações roçam o indescritível, vou colocar aqui o trailer que me motivou a ver este estranho e simples ainda que surpreendente e genial filme (dentro do seu género naturalmente).
Na atmosfera certa, acho que quase se sente o cano da arma encostado à nuca…
Se há música que gosto, é de boas bandas sonoras e independentemente do género, quer da música, quer do filme, bons filmes costumam ter em regra boas bandas sonoras e ouvi-las é sempre uma forma de reviver o prazer do bom filme associado é claro, ao prazer da boa música.
Notes on a Scandal sente-se desde o primeiro segundo, como uma corrida louca pelos caminhos sinuosos da mente de Barbara Covett (Judi Dench), deformada por tendências fortemente auto-repressivas, que remetem de imediato para as reminiscências vitorianas da sociedade britânica do século XX.
O filme apresenta-se sobretudo como uma narração de Barbara do seu próprio diário onde delineia ao longo do filme, a sua relação com Sheba Hart (Cate Blanchett) bem como a sua visão da realidade onde está inserida.
Esta narração incessante é acompanhada de uma refinada banda sonora da autoria de Peter Glass que confere ao filme uma atmosfera verdadeiramente única que nos arrasta cena após cena através do calvário de solidão e amargura de Barbara e nos envolve por completo no seu grotesco e intricado mundo de ilusões que constrói habilmente através da manipulação daqueles que a rodeiam.
Não entrando em mais detalhes, foi dos melhores filmes que vi ultimamente, se bem que não tenho visto muitos. O elenco apresenta-se todo ele à altura e seria injusto se destacasse as protagonistas em favor do restante elenco uma vez que este cumpre todas as expectativas.
É um thriller psicológico muito envolvente que nos permite reflectir sobre as eventuais consequências da auto-repressão.
De bonnes raisons






