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Ainda antes de andar pelo Instituto Superior Técnico a tirar fotografias, comecei no dia anterior por um edifício vizinho: o opulento e gigantesco complexo Sede do Grupo Caixa Geral de Depósitos situado no local da antiga Companhia das Fábricas de Cerâmica Lusitana na Avenida João XXI entre a Praça de Londres e o Campo Pequeno.
Qualquer pessoa que já tenha tido oportunidade de observar este colosso, ficou sem dúvida impressionada pela sua dimensão claramente absurda. No meu caso, fiquei ainda mais pela personalidade arquitectónica do complexo que é explicitamente uma espécie de imitação disforme pós-moderna da grandiosa arquitectura religiosa neo-clássica presente em Itália, com especial relevo para o Vaticano.
Tendo em conta todos os paralelismos arquitectónicos, os inúmeros aspectos assumidamente simbólicos e a própria escala da obra, não é com muito esforço que todo o edifício me parece uma verdadeira provocação de dimensões que falam por si, do poder terreno representado pelo dinheiro e pela alta finança ao poder divino que basicamente nos parece dizer asserivamente:
O único Deus do Mundo é o Dinheiro.

Como já referi de passagem em artigos anteriores, comprei recentemente a minha primeira máquina fotográfica DSLR, a mais recente máquina de entrada deste tipo da Nikon, a D60. Apesar de existirem milhares de reviews bastante completas e especializadas por essa Internet fora, achei que devia escrever um pouco sobre a já minha razoável experiência com esta máquina numa perspectiva não tecnicista, mas sim de utilizador amador e nada entendido em fotografia.
Mais pelo simbolismo que pela qualidade, resolvi publicar as minhas fotos de estreia tiradas com a já minha referida recém-adquirida Nikon D60.
As fotografias foram tiradas a partir da cobertura de um prédio na Avenida Estados Unidos da América em Lisboa durante a noite, como test drive à máquina se quiserem.
Usei as lentes 18-55 mm VR e a 55-200 mm, sendo a maioria de longa exposição, foram tiradas com auxílio de um tripé com algumas excepções hand held.
Como não há nada a dizer sobre isto, aqui ficam.
Ora, um dia destes fui passear pela Baixa e eis que no regresso me lembrei de fazer um pequeno photo shoot da emblemática estação Baixa-Chiado da autoria do mais conceituado arquitecto português do momento, Álvaro Siza Vieira.
Bom, fiquei bastante satisfeito com os resultados. As luzes âmbaradas e douradas reflectidas pelos intermináveis azulejos brancos criam um efeito fotográfico surpreendente e muito envolvente.
Porque uma imagem vale mais do que mil palavras aqui estão as galerias.
Há já algum tempo que queria dar o gosto ao dedo e por isso recentemente adquiri a minha primeira DSLR, uma simpática Nikon D60 com uma lente estabilizada 18-55 mm e uma modesta teleobjectiva 55-200 mm.
Ontem, em conversa com o Rui Pereira, ele apresentou-me umas fotografias do Instituto Superior Técnico tiradas entre 1936 e 1937 pelo fotógrafo Mário Novais e que estão disponíveis para visualização no photostream da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian no flickr.
Foi então que tive a ideia de reproduzir essas mesmas fotografias dentro do possível na actualidade e fazer um head to head para vermos as diferenças entre o passado e o presente do Instituto.
E terminando os Açores, deixo aqui também algumas fotografias da desconhecida ilha de São Jorge. A illha de São Jorge conserva um estado selvagem que nunca pensei existir em Portugal. As montanhas verdes e inacessíveis preenchem a paisagem sendo feridas por pequenas e esparsas estradas de alcatrão e inúmeros trilhos de terra batida. A pequena cidade de Velas, centro urbano… quer dizer, populacional da ilha, não parece mais do que uma pequeníssima vila onde a calma permanece imperturbável, lembrou-me o Alentejo, minha terra natal.
As fotografias incluídas na galeria são referidas a um dos muito povoados remotos desta ilha, neste caso, a Fajã de Santo Cristo da qual já falei antes. Esta zona possui não mais que algumas dezenas de pessoas que vivem em pequenas casas aqui e ali. Os locais pareceram-me minoritários, existindo no entanto uma grande afluência de turistas estrangeiros à procura de turismo selvagem através de caminhadas e campismo num meio relativamente intocado, surfistas obcecados com as aparentemente excelentes ondas do local e grupos de jovens que vêm passar fins de semana e férias.
Desta vez, deixo como prometi há um ano atrás, uma minúscula amostra da minha segunda viagem aos Açores. Mais uma vez a minha irmã cedeu a sua máquina, mas desta vez a dependência era maior uma vez que ela me acompanhou como anfitriã sendo que são dela algumas destas fotografias.
Infelizmente, as fotografias são muito poucas e é com pena que não levei a máquina quando dei a volta à ilha em bicicleta e me meti pelo meio da mesma, onde depois tive alguma dificuldade em sair. O Faial apesar de ser das ilhas com maior presença humana que se reflecte nos campos cultivados, nas extensas pastagens e inúmeros trilhos, aldeias e lugares, acabou por me surpreender quando me perdi no meio de montanhas e vales, nos prados muralhados pelas hortenses, uma das imagens de marca do arquipélago, que acreditem, são verdadeiras muralhas intransponíveis.
É caso para dizer: “Mais vale tarde do que nunca!”
Depois de 2 anos da realização da viagem, e passado 1 ano desde a última paragem pelos Fjords, chegamos finalmente a Stockholm.
A cidade de Stockholm é uma cidade cosmopolita, movimentada, extensa, monumental cheia de diversidade bem evidenciada pelo contraste quase absurdo do funcionalismo imponente dos grandes edifícios e avenidas modernistas com a elegância, refinamento e detalhe das grandiosas alamedas clássicas e monumentais palácios, teatros e museus da era barroca pautados pelas elaboradas pontes de ferro e pedra.
Debaixo de toda esta monumentalidade fora de escala, sobrevive abafado, um espírito herdado certamente da era medieval num entrelaçar de ruas e ruelas, de pracetas e becos onde se encontram pequenos cafés, espalanadas, confeitarias, padarias e todo o tipo de comércio citadino mais bucólico.
Apesar desta clivagem temporal que se vê na cidade, há um factor comum que a preenche sem dó nem piedade: uma atmosfera fria e quase desumana estende-se pelos enormes lagos e canais que abundam por toda a cidade e estrangulando-a, deitam por terra os esforços do calor dos edifícios coloridos, das inúmeras pontes que ligam as ilhotas e penínsulas numa tentativa de gerar comunicação que no entanto parecem ser quebradas como fios de uma teia de aranha sempre que as pesadas nuvens do céu se fundem com as águas cinzentas e engolem a cidade num mar de tristeza e desolação.
Não me vou alargar muito sobre isto, a beleza natural é indiscutível e as imagens valem mais do que mil palavras.
Seguindo a tradição usando o Aperture mais uma vez, a galeria está aqui.
Aproveito para dizer que nos próximos tempos devo-me ausentar porque o trabalho agora aperta um bocado e torna-se complicado escrever decentemente e com regularidade.
Vemo-nos em Estocolmo.
Chegou a vez de Oslo. Só estive lá umas horas mas fiquei com vontade de voltar. Oslo é uma cidade contraditória no espírito, variando entre uma simplicidade campestre e uma vibração cosmopolita.
As minhas fotografias são escassas e pouco reveladoras mas Oslo é uma cidade com muito orgulho mas sobretudo, sem qualquer preconceito.
Os jardins, lagos e até pequenos bosques acumulam-se em certas zonas de Oslo contrastando no entanto com a personalidade febril e algo decadente duma nova geração filha do sucesso económico daquele país que caracteriza muito a cidade.
A vida nocturna não pára e os noruegueses também não. Têm comportamentos excessivos, provocadores, carnais e até intimidantes que como uma droga, arrastam qualquer um para uma atmosfera acelerada de sedução e loucura.
A galeria acabou de sair do Aperture e pode ser vista aqui.
Nota: As fotografias nocturnas estão algo desfocadas mas a máquina era limitada, foram tiradas em cima do joelho em longa exposição e por isso a focagem sofreu um bocado mas paciência…

Na mesma viagem que me conduziu a Copenhagen, fui depois a Bergen, na Noruega.
Ao contrário de Copenhagen, a única queixa que tenho em relação a Bergen é não ter ficado lá mais tempo.
Bergen é uma cidade que se entranha rapidamente em qualquer pessoa. Somos arrastados para um mar de sensações em que o corpo acompanha os dias sem fim e não reconhece o cansaço.
Entre os tons alaranjados do céu que se alongam noite fora, o tempo pára e somos transportados para uma outra dimensão. No amanhecer, essa atmosfera dilui-se lentamente na vida quotidiana da cidade.
Havendo tantas recordações bem melhores que qualquer fotografia, tirei poucas em Bergen no tempo em que lá estive. A conclusão é bastante simples, há cidades que se vêem e há outras que se vivem.
Voltei a usar o Aperture para tratar das fotografias e penso que já tenho a aplicação domesticada. Aborrecem-me as limitações dos formatos online gerados automaticamente, mas nada do outro mundo.
Mais uma galeria gerada com o Aperture que pode ser vista aqui.
Em Julho do ano passado tive a oportunidade de passar dois dias em Copenhagen. Levei a única máquina fotográfica que tinha disponível, uma já velhota Nikon Coolpix 3500 e lá tirei umas fotos da cidade.
Ontem tive a brincar com o Aperture e a tentar corrigir as minhas grunhices como fotógrafo amador.
Aquilo gera umas galerias muito simpáticas, ainda que muito pouco configuráveis. Por exemplo, gera tudo em UTF-8 e não abre essa escolha ao utilizador. Como o nosso velho servidor não gosta de UTF-8, tive que converter os ficheiros todos em ISO-8859-1. Ainda assim fiquei satisfeito com o resultado.
A galeria pode ser vista aqui.
Nota: Agora que já pareço dominar o Aperture, fiz uma pequena alteração e acrescentei uns textos introdutórios.




















