Faial 2007

Patinhos no Faial

Desta vez, deixo como prometi há um ano atrás, uma minúscula amostra da minha segunda viagem aos Açores. Mais uma vez a minha irmã cedeu a sua máquina, mas desta vez a dependência era maior uma vez que ela me acompanhou como anfitriã sendo que são dela algumas destas fotografias.

Infelizmente, as fotografias são muito poucas e é com pena que não levei a máquina quando dei a volta à ilha em bicicleta e me meti pelo meio da mesma, onde depois tive alguma dificuldade em sair. O Faial apesar de ser das ilhas com maior presença humana que se reflecte nos campos cultivados, nas extensas pastagens e inúmeros trilhos, aldeias e lugares, acabou por me surpreender quando me perdi no meio de montanhas e vales, nos prados muralhados pelas hortenses, uma das imagens de marca do arquipélago, que acreditem, são verdadeiras muralhas intransponíveis.

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A Estátua

Mão de DavidA Estátua

Em pedra me transmutei,
Em pedra me esculpi,
Em pedra me prendi!
Nesta forma, nesta prisão,
Cuja liberdade implica destruição.

Serei granito?
A rigidez, carcereiro,
Vigia com constante alento.
As grilhetas correm-me nas veias,
As correntes ligam o músculo cinzento,
Tendões de pedra em raios de feldspato,
Luto eterno num breu de mica,
Cristalizado em lágrimas de quartzo.

Serei calcário?
Porque os céus são ácidos,
Torneiam os ângulos da alma,
Com o seu clamor
E nas suas lágrimas
Relembro as minhas,
Água quente e salgada
Nascente nas faces lisas
Desta rocha quebrada.

Serei mármore?
Na amarga doçura de Ambrósia,
Numa embriaguez de Néctar,
Há muito que me perdi
Num metamorfismo de altivez,
Falsa forma humana
Na fria elegância
Dos veios de Carrara.

No teatro Humano,
Movimentos simulados, uma imitação;
Na cegueira do pedestal,
Uma mentira por definição,
Jaz este estático ideal, esta ilusão.
Esculpido sem escultor,
Estúpida criação!

André Cunha

Eu e os exames…

Dom Quixote por Salvador Dalí(…) Nisto, descobriram trinta ou quarenta moinhos de vento que há naquele campo, e logo que os viu Dom Quixote, disse a seu escudeiro:

- A ventura vai guiando nossas coisas melhor do que acertáramos desejar; porque vês ali, amigo Sancho Pança, onde se descobrem trinta ou pouco mais desaforados gigantes, aos quais penso dar batalha e a todos tirar a vida, com cujos despojos começaremos a enriquecer, que esta é boa guerra, e é grande serviço de Deus arrancar tão má semente sobre a face da terra.

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