Publicado a Thursday, 11 de September de 2008 .

Com o mediatismo e imensa polémica primeiro em torno do acordo MIT-Portugal e agora mais recentemente com o novo regime jurídico do ensino superior português, Mariano Gago tem provado que não gagueja no que diz respeito à visão que tem do futuro académico português e tem empunhado, com o estandarte da modernização e adaptação às novas realidades, muito ao estilo do governo de que faz parte, uma espada contra os fortes interesses instituídos na academia portuguesa.
Outro ponto extremamente polémico na gestão de Gago, tem sido o favoritismo que tem concedido à sua casa-mãe, o Instituto Superior Técnico ou simplesmente IST. Os turbilhões no acordo MIT-Portugal somados agora ao encaixe perfeito do novo regime jurídico às necessidades do IST de acordo com a visão do seu colega do Departamento de Física do IST, o Professor Carlos Matos Ferreira, actual presidente do IST, parecem não deixar dúvidas relativamente às motivações de Gago ou pelo menos parte delas.
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Publicado a Thursday, 11 de September de 2008 .

No contexto do artigo sobre a situação actual do universo académico português, Shogunato Universitário, achei relevante introduzir uma pequena contextualização histórica para justificar algumas das minhas posições e opiniões. Como essa contextualização provou ser não tão pequena como tinha planeado originalmente, resolvi colocá-la num post aparte que estão a ler de momento.
Comecemos então por contextualizar o panorama histórico-social do nosso país ao longo do século XX durante a ditadura do Estado Novo, a sua queda e consequências nas estruturas existentes que ficaram de pé nos escombros do antigo regime e os reflexos destes acontecimentos no actual paradigma académico do sistema democrático em que vivemos.
Continuar a ler ‘A Herança Corporativa do Estado Novo’
Publicado a Thursday, 11 de September de 2008 .

E por fim, publico o discurso principal da convenção democrata que em boa verdade já devia ter publicado: o de Barack Obama. O discurso em si não é particularmente impressionante e limita-se a reunir quase tudo aquilo que já foi dito pelos vários apoiantes e figuras fortes do partido democrata.
A maior diferença talvez esteja na forma espectacular que o discurso tomou no Mile High Stadium além dos toques pessoais de Obama sobre o seu passado humilde e vida familiar já pisados e repisados pelos apoiantes e sua mulher. Em termos de conteúdo e depois de tanto aquecerem o palco, achei o discuro algo pobre para um candidato presidencial mas uma coisa é certa, carisma não falta a Obama e depois de ter visto a convenção republicana e a candidata à vice-presidência, Sarah Palin, não consigo perceber (ou melhor, até consigo pelas piores razões) a recente queda algo marcada deste candidato nas sondagens.
Continuar a ler ‘John McCain doesn’t get it!’