Publicado a Tuesday, 1 de July de 2008 .

É caso para dizer: “Mais vale tarde do que nunca!”
Depois de 2 anos da realização da viagem, e passado 1 ano desde a última paragem pelos Fjords, chegamos finalmente a Stockholm.
A cidade de Stockholm é uma cidade cosmopolita, movimentada, extensa, monumental cheia de diversidade bem evidenciada pelo contraste quase absurdo do funcionalismo imponente dos grandes edifícios e avenidas modernistas com a elegância, refinamento e detalhe das grandiosas alamedas clássicas e monumentais palácios, teatros e museus da era barroca pautados pelas elaboradas pontes de ferro e pedra.
Debaixo de toda esta monumentalidade fora de escala, sobrevive abafado, um espírito herdado certamente da era medieval num entrelaçar de ruas e ruelas, de pracetas e becos onde se encontram pequenos cafés, espalanadas, confeitarias, padarias e todo o tipo de comércio citadino mais bucólico.
Apesar desta clivagem temporal que se vê na cidade, há um factor comum que a preenche sem dó nem piedade: uma atmosfera fria e quase desumana estende-se pelos enormes lagos e canais que abundam por toda a cidade e estrangulando-a, deitam por terra os esforços do calor dos edifícios coloridos, das inúmeras pontes que ligam as ilhotas e penínsulas numa tentativa de gerar comunicação que no entanto parecem ser quebradas como fios de uma teia de aranha sempre que as pesadas nuvens do céu se fundem com as águas cinzentas e engolem a cidade num mar de tristeza e desolação.
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Publicado a Sunday, 20 de May de 2007 .
Não me vou alargar muito sobre isto, a beleza natural é indiscutível e as imagens valem mais do que mil palavras.
Seguindo a tradição usando o Aperture mais uma vez, a galeria está aqui.
Aproveito para dizer que nos próximos tempos devo-me ausentar porque o trabalho agora aperta um bocado e torna-se complicado escrever decentemente e com regularidade.
Vemo-nos em Estocolmo.
Publicado a Sunday, 13 de May de 2007 .
Chegou a vez de Oslo. Só estive lá umas horas mas fiquei com vontade de voltar. Oslo é uma cidade contraditória no espírito, variando entre uma simplicidade campestre e uma vibração cosmopolita.
As minhas fotografias são escassas e pouco reveladoras mas Oslo é uma cidade com muito orgulho mas sobretudo, sem qualquer preconceito.
Os jardins, lagos e até pequenos bosques acumulam-se em certas zonas de Oslo contrastando no entanto com a personalidade febril e algo decadente duma nova geração filha do sucesso económico daquele país que caracteriza muito a cidade.
A vida nocturna não pára e os noruegueses também não. Têm comportamentos excessivos, provocadores, carnais e até intimidantes que como uma droga, arrastam qualquer um para uma atmosfera acelerada de sedução e loucura.
A galeria acabou de sair do Aperture e pode ser vista aqui.
Nota: As fotografias nocturnas estão algo desfocadas mas a máquina era limitada, foram tiradas em cima do joelho em longa exposição e por isso a focagem sofreu um bocado mas paciência…