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	<description>André Cunha</description>
	<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 02:40:44 +0000</pubDate>
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		<title>24 de Maio de 2011</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 17:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Sensation
Par les soirs bleus d&#8217;été, j&#8217;irai dans les sentiers,
Picoté par les blés, fouler l&#8217;herbe menue:
Rêveur, j&#8217;en sentirai la fraîcheur à mes pieds.
Je laisserai le vent baigner ma tête nue.
Je ne parlerai pas, je ne penserai rien:
Mais l&#8217;amour infini me montera dans l&#8217;âme,
Et j&#8217;irai loin, bien loin, comme un bohémien,
Par la nature, heureux comme avec une [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignnone" title="Sensation" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2011/11/sensation.jpg" alt="" width="490" height="390" /></div>
<blockquote>
<div><span>Sensation</p>
<p>Par les soirs bleus d&#8217;été, j&#8217;irai dans les sentiers,<br />
Picoté par les blés, fouler l&#8217;herbe menue:<br />
Rêveur, j&#8217;en sentirai la fraîcheur à mes pieds.<br />
Je laisserai le vent baigner ma tête nue.</p>
<p>Je ne parlerai pas, je ne penserai rien:<br />
Mais l&#8217;amour infini me montera dans l&#8217;âme,<br />
Et j&#8217;irai loin, bien loin, comme un bohémien,<br />
Par la nature, heureux comme avec une femme.</p>
<p></span></div>
<p><em>Arthur Rimbaud</em></p></blockquote>
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		<title>O Instituto</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Apr 2011 07:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda envolto e matinal, vestiu-se mecânica e agilmente entre a cálida Primavera dos raios que chegavam pela fresca janela. O Sol nascia&#8230; E enjoado pelo entusiasmo da insónia, cansado pela noite, mas animado pelo dia, saíra da cama e esvoaçava pela ligeira neblina até à estação.
Era o primeiro dia de uma nova etapa, ou pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a title="Instituto Superior Técnico" href="http://ist.utl.pt/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-1668 aligncenter" title="Instituto Superior Técnico" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2011/04/o-instituto.jpg" alt="" width="490" height="356" /></a></p>
<blockquote><p>Ainda envolto e matinal, vestiu-se mecânica e agilmente entre a cálida Primavera dos raios que chegavam pela fresca janela. O Sol nascia&#8230; E enjoado pelo entusiasmo da insónia, cansado pela noite, mas animado pelo dia, saíra da cama e esvoaçava pela ligeira neblina até à estação.</p>
<p>Era o primeiro dia de uma nova etapa, ou pelo menos, assim o via. Entre o bulício do pequeno terminal entrava no comboio. Outros como ele se dirigiam hoje para a capital. Num deserto de caras conhecidas, não reconheceu ninguém e sentou-se numa cadeira sozinha ao pé da janela. Entre os carris, ruídos e fumos deixava a sua terra natal, a sua família e um conjunto de poemas bem conhecidos para dar o primeiro passo em direcção à sua independência e vida adulta.</p>
<p>Sem saber ao certo o que o esperava, de mãos abertas e sem qualquer tipo de expectativa boa ou má, deixava na mala o seu passado e procurava agarrar como louco fugitivo sedento de liberdade, a incerteza desse futuro que tanto temia mas pelo qual tanto ansiava. O comboio partia. Comboio do inconsciente, onde depositava todas as suas esperanças, sobretudo de encontrar algo completamente diferente e distinto dos bucólicos campos e das vastas planícies que hoje abandonava na janela da carruagem.</p>
<p>Já aninhado no calor da carruagem, distraído e sonolento, ignorava os conterrâneos e deixava lentamente embalar-se pelo metrónomo da velha linha&#8230; assistindo desligado às verdes planícies salpicadas de sobreiros e aldeias distantes que entre os caminhos e riachos, velhas estradas e pontes, lhe corriam pelos olhos da janela embaciada.</p>
<p>E neste sono acordado fluíam-lhe as águas apressadas de um inquieto e fresco riacho primaveril onde corriam todas as escolhas e eventos, todas as encruzilhadas que o tinham trazido até ao dia presente. E nas faces desses fios de água rápidos e transparentes, incisivos reflexos desse Sol que não conseguia encarar encandeavam-no, ferindo-lhe os olhos claros. Rapidamente desviava o olhar e o pensamento acordando, mas deixava novamente o sonho seguir em frente, ignorando todos os condicionamentos, medos e manias que corriam nessa cortina de água, reflexos e luz que impossibilitado de agarrar ou fixar na sua mente, agora desagoava na foz desta nova era&#8230; Pim! A carruagem engasga-se e arrancado desse fluxo, subitamente acorda. O comboio chegara.</p>
<p>Animado pela adrenalina do sobressalto, sai rapidamente do comboio e ignorando as multidões, atravessa a estação parecendo invisível à confusão matinal na grande cidade. Familiar às velhas ruas, deambulava até ao seu objectivo ainda perdido nos labirintos do sonho que tivera.</p>
<p>Mas sim, queria virar a página! Em boa verdade, nem faria sentido de outra forma. Queria acima de tudo esquecer esse passado e abraçar com esperança renovada o futuro que se aproximava inquieto, o que só era possível no gentil embalo da ingénua ignorância de si mesmo, correndo sempre para os seus longos braços depois dos breves momentos de consciência que o assolavam, esquecendo-se por completo do que fora, do que era&#8230; Sempre nessa ilusão, na esperança daquilo que virá&#8230;</p>
<p>E foi em passo apressado, num misto de optimismo e distracção que caminhou pelas velhas ruas do antigo regime, e lhe afloravam algumas destas emoções e pensamentos, enquanto revia mentalmente todo o jogo burocrático envolvido no misterioso processo de inscrição.</p>
<p>No entanto, e à medida em que resolvia mentalmente estas preocupações prácticas, por maior que fosse o esforço para esse conveniente esquecimento, o prisioneiro sedento e afogueado temia em todas as ruelas e esquinas desta nova vida, a velha polícia do passado ou a denúncia anónima de uma qualquer memória há muito esquecida.</p>
<p>E foi neste inquieto estado de alma que subiu a velha colina e depois a escadaria até aos ferrugentos portões do Instituto.</p>
<p><em>André Cunha</em></p></blockquote>
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		<title>Touching is believing</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 13:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[E nem foi preciso mudar o slogan oficial&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1394    aligncenter" title="Touching is Believing." src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2010/08/igod.jpg" alt="Touching is Believing." width="490" height="798" /></p>
<p>E nem foi preciso mudar o <em>slogan</em> oficial&#8230;</p>
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		<title>Carta para&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 01:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Carta para Josefa, minha avó
Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1387 aligncenter" title="Tempus fugit, memento mori" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2010/08/tempusfugitmementomori.jpg" alt="" width="490" height="368" /></p>
<blockquote><p><strong>Carta para Josefa, minha avó</strong></p>
<p style="text-align: left;">Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte.Trave da tua casa, lume da tua lareira – sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.</p>
<p style="text-align: left;">Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia,nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha.Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-me tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.</p>
<p style="text-align: left;">Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, umas coisas que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrijada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos – e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti – e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.</p>
<p style="text-align: left;">Não teremos realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas – e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!”.</p>
<p style="text-align: left;">É isto que eu não entendo – mas a culpa não é tua.</p>
<p style="text-align: left;"><em>José Saramago</em></p>
</blockquote>
</div>
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		<title>6 meses e 4 dias</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 04:18:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1381 aligncenter" title="Gustav Klimt - O Beijo" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2010/07/klimt-thekiss.jpg" alt="" width="490" height="591" /></p>
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		<title>Vandalismo</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 03:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Vandalizemos&#8230;
És uma sombra nocturna de luz celeste,
Nobre, doce e dócil como as estrelas de outrora,
O Anjo áureo que leva os beijos da aurora,
Mais brilhante e rubra desde que amanheceste.
Rafael Silveira Neves
Sou uma sombra nocturna de infernal chama,
Pétrea, fera e feral como as memórias de outrora.
Ó Anjo ígneo que impõe o crepúsculo na aurora,
Mais louca e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2010/07/klimt-waterserpentsii.jpg"><img class="size-full wp-image-1373 aligncenter" title="Gustav Klimt - Water Serpents II" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2010/07/klimt-waterserpentsii.jpg" alt="" width="490" height="684" /></a></p>
<p><a href="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2010/07/klimt-waterserpentsii.jpg"></a><a href="http://aartedavidaemdebate.blogspot.com/2009/09/es-uma-sombra.html" target="_blank">Vandalizemos&#8230;</a></p>
<blockquote><p>És uma sombra nocturna de luz celeste,<br />
Nobre, doce e dócil como as estrelas de outrora,<br />
O Anjo áureo que leva os beijos da aurora,<br />
Mais brilhante e rubra desde que amanheceste.</p>
<p><em>Rafael Silveira Neves</em></p></blockquote>
<blockquote><p>Sou uma sombra nocturna de infernal chama,<br />
Pétrea, fera e feral como as memórias de outrora.<br />
Ó Anjo ígneo que impõe o crepúsculo na aurora,<br />
Mais louca e rubra nesta minha cama&#8230;</p>
<p><em>André Cunha</em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Tempo Para Cantar</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 16:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Tempo Para Cantar
Viver sempre sossegado
Cada amor em cada lado
Mas ele mesmo, até morrer
Vá-se lá saber
O que sentia todo o dia, até anoitecer
Viveu sempre, em todo o lado
Com seus dons de namorado
Sempre, sempre a envelhecer
Vá-se lá dizer
O que fazia todo o dia, até amanhecer
É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2010/02/ocorpodecristomortonotumulo.jpg"><img class="size-full wp-image-1286  aligncenter" title="Hans Holbein - O Corpo de Cristo Morto no Túmulo" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2010/02/ocorpodecristomortonotumulo.jpg" alt="Hans Holbein - O Corpo de Cristo Morto no Túmulo" width="490" height="77" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Tempo Para Cantar</strong></p>
<p>Viver sempre sossegado<br />
Cada amor em cada lado<br />
Mas ele mesmo, até morrer<br />
Vá-se lá saber<br />
O que sentia todo o dia, até anoitecer</p>
<p>Viveu sempre, em todo o lado<br />
Com seus dons de namorado<br />
Sempre, sempre a envelhecer<br />
Vá-se lá dizer<br />
O que fazia todo o dia, até amanhecer</p>
<p>É bom ter má fama<br />
Dá para ter vazia a cama<br />
E nesta solidão de Kant<br />
Ser tido um grande amante</p>
<p>É bom ter de fundo<br />
Que anda pelas bocas do mundo<br />
E quem quiser acreditar<br />
Ao menos não vem cá espreitar</p>
<p>Sobra-me tempo para cantar<br />
O tempo para cantar<br />
O tempo para cantar</p>
<p>Fez de tudo, até calçado<br />
Mas seu jeito de empregado<br />
Só deixava perceber<br />
Para quem queria ver<br />
De cada dia uma alegria, para desaparecer</p>
<p>Fez de tudo, de empregado<br />
Só não fez do seu passado<br />
Um segredo para esconder<br />
Já não vai vencer<br />
Mas respondia para se defender:</p>
<p>É bom ter má fama<br />
Dá para ter vazia a cama<br />
E nesta solidão de Kant<br />
Ser tido um grande amante</p>
<p>É bom ter de fundo<br />
Que anda pelas bocas do mundo<br />
E quem quiser acreditar<br />
Ao menos não vem cá espreitar</p>
<p>Sobra-me tempo para cantar<br />
O tempo para cantar<br />
O tempo para cantar</p>
<p>É bom ter má fama<br />
Dá para ter vazia a cama<br />
E nesta solidão de Kant<br />
Ser tido um grande amante</p>
<p>É bom ter de fundo<br />
Que anda pelas bocas do mundo<br />
E quem quiser acreditar<br />
Ao menos não vem cá espreitar</p>
<p>Sobra-me tempo para cantar<br />
O tempo para cantar<br />
O tempo para cantar</p>
<p><em>Bernardo Fachada</em></p>
<p>[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Save The Last Dance For Me</title>
		<link>http://eccehomo.me/2009/11/17/save-the-last-dance-for-me/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 06:42:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Em virtude de mais um debate na televisão pública sobre o casamento homossexual, lembrei-me que no popular programa O Gato Fedorento Esmiuça os Sufrágios, quando confrontado com a questão do casamento homossexual, Paulo Portas respondeu com um ar de sua graça dizendo que &#8220;em Portugal, há homens que vivem com mulheres, homens que vivem com homens, mulheres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Em virtude de mais um debate na televisão pública sobre o casamento homossexual, lembrei-me que no popular programa <em>O Gato Fedorento Esmiuça os Sufrágios</em>, quando confrontado com a questão do casamento homossexual, Paulo Portas respondeu com um ar de sua graça dizendo que &#8220;em Portugal, há homens que vivem com mulheres, homens que vivem com homens, mulheres que vivem com mulheres e há quem viva sozinho&#8221;, rematando com &#8220;ora, eu vivo sozinho&#8221;. Pergunto-me se será por amargura de solidão?</p>
<p>Lembrei-me ainda, de forma mais pertinente, de uma polémica que houve há uns tempos em torno do tradicionalíssimo e não menos pretensioso baile de finalistas da minha antiga escola, a Escola Secundária Diogo de Gouveia (antigo Liceu Nacional Diogo de Gouveia), mas vulgarmente conhecido hoje e sempre por apenas Liceu, em torno de duas raparigas que manifestaram o desejo de dançar juntas nessa ocasião. Infelizmente parece que o &#8220;preceito&#8221; voltou a imperar e as raparigas não dançaram nesse nobilíssimo evento, no entanto deixo aqui um convite&#8230;</p>
<p>[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p>
<p>Alguém quer dançar?</p></div>
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		<title>MISÉRABLES:</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 05:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/11/moimeme.jpg"><img class="size-full wp-image-1270 aligncenter" title="Misérables:" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/11/miserables.jpg" alt="" width="490" height="653" /></a></p>
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		<title>Hotel Chevalier</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 04:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p>
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		<title>Where Do You Go To (My Lovely)</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 13:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Where Do You Go To (My Lovely)
You talk like Marlene Dietrich
And you dance like Zizi Jeanmaire
Your clothes are all made by Balmain
And there’s diamonds and pearls in your hair, yes there are.
You live in a fancy apartment
Off the Boulevard of St. Michel
Where you keep your Rolling Stones records
And a friend of Sacha Distel, yes you [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1242 aligncenter" title="Gustav Klimt - Danaë" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/11/danae.jpg" alt="" width="490" height="475" /></p>
<blockquote><p><strong>Where Do You Go To (My Lovely)</strong></p>
<p>You talk like Marlene Dietrich<br />
And you dance like Zizi Jeanmaire<br />
Your clothes are all made by Balmain<br />
And there’s diamonds and pearls in your hair, yes there are.</p>
<p>You live in a fancy apartment<br />
Off the Boulevard of St. Michel<br />
Where you keep your Rolling Stones records<br />
And a friend of Sacha Distel, yes you do.</p>
<p>[You go to the embassy parties<br />
Where you talk in Russian and Greek<br />
And the young men who move in your circles<br />
They hang on every word you speak, yes they do.]</p>
<p>But where do you go to my lovely<br />
When you&#8217;re alone in your bed<br />
Tell me the thoughts that surround you<br />
I want to look inside your head, yes i do.</p>
<p>I&#8217;ve seen all your qualifications<br />
You got from the Sorbonne<br />
And the painting you stole from Picasso<br />
Your loveliness goes on and on, yes it does.</p>
<p>When you go on your summer vacation<br />
You go to Juan-les-Pins<br />
With your carefully designed topless swimsuit<br />
You get an even suntan, on your back and on your legs.</p>
<p>And when the snow falls you&#8217;re found in St. Moritz<br />
With the others of the jet-set<br />
And you sip your Napoleon Brandy<br />
But you never get your lips wet, no you don&#8217;t.</p>
<p>But where do you go to my lovely<br />
When you&#8217;re alone in your bed<br />
would you Tell me the thoughts that surround you<br />
I want to look inside your head, yes I do.</p>
<p>[You're in between 20 and 30<br />
A very desirable age<br />
Your body is firm and inviting<br />
But you live on a glittering stage, yes you do, yes you do.]</p>
<p>Your name is heard in high places<br />
You know the Aga Khan<br />
He sent you a racehorse for Christmas<br />
And you keep it just for fun, for a laugh ha-ha-ha</p>
<p>They say that when you get married<br />
It&#8217;ll be to a millionaire<br />
But they don&#8217;t realize where you came from<br />
And I wonder if they really care, or give a damn</p>
<p>But where do you go to my lovely<br />
When you&#8217;re alone in your bed<br />
Tell me the thoughts that surround you<br />
I want to look inside your head, yes i do.</p>
<p>I remember the back streets of Naples<br />
Two children begging in rags<br />
Both touched with a burning ambition<br />
To shake off their lowly brown tags, they try</p>
<p>So look into my face Marie-Claire<br />
And remember just who you are<br />
Then go and forget me forever<br />
But I know you still bear<br />
the scar, deep inside, yes you do</p>
<p>I know where you go to my lovely<br />
When you&#8217;re alone in your bed<br />
I know the thoughts that surround you<br />
Cause I can look inside your head.</p>
<p><em>Peter Sarstedt</em></p>
<p>[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p></blockquote>
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		<title>De bonnes raisons</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 07:31:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
De bonnes raisons
Ton feu nourri de questions
Sur le pourquoi du comment,
De mon coeur et ses raisons,
Ne trouve pas de répondant
Je ne manque pas
De bonnes raisons pour t&#8217;aimer
Je ne vois pas
Pour quelles raisons te les donner
Mes bonnes raisons pour t&#8217;aimer
Pourquoi te les donner?
Est-ce ta jolie paire de fesses,
La peur de la solitude,
Le hasard et la paresse,
Ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vert">
<blockquote>
<div class="taille9"><strong><img class="alignright size-full wp-image-1237" title="Gustav Klimt - Cobras de Água I" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/11/watersnakes.jpg" alt="" width="200" height="524" />De bonnes raisons</strong></div>
<div class="taille9">Ton feu nourri de questions<br />
Sur le pourquoi du comment,<br />
De mon coeur et ses raisons,<br />
Ne trouve pas de répondant</p>
<p>Je ne manque pas<br />
De bonnes raisons pour t&#8217;aimer<br />
Je ne vois pas<br />
Pour quelles raisons te les donner<br />
Mes bonnes raisons pour t&#8217;aimer<br />
Pourquoi te les donner?</p>
<p>Est-ce ta jolie paire de fesses,<br />
La peur de la solitude,<br />
Le hasard et la paresse,<br />
Ou une mauvaise habitude?</p>
<p>Je ne manque pas<br />
(Pourquoi les taire?)<br />
De bonnes raisons pour t&#8217;aimer<br />
Je ne vois pas<br />
Pour quelles raisons te les donner<br />
(De bonnes raisons pour m&#8217;aimer<br />
Pourquoi me les donner?)</p>
<p>Mon petit ange<br />
Voudrait que je chante ses louanges<br />
Gloria<br />
Ma sainte relique<br />
Demande son cantique des cantiques<br />
Alléluia</p>
<p>Peut-être est-ce pour ton odeur<br />
Ta façon de t&#8217;endormir,<br />
Peut-être aussi pour ta soeur,<br />
Ton argent ou encore pire</p>
<p>Je ne manque pas<br />
(Pourquoi les taire?)<br />
De bonnes raisons pour t&#8217;aimer<br />
Je ne vois pas<br />
Pour quelles raisons te les donner<br />
Mes bonnes raisons pour t&#8217;aimer<br />
Pourquoi te les donner?</p></div>
<div class="taille9"><em>Alex Beaupain</em></div>
</blockquote>
<div>[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</div>
</div>
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		<title>Estepe</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 07:19:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O que é isto?
Descobrimos a Luz nos reflexos do tumultuoso rio do Espírito e enchemos um frasco de perfume para nos recordarmos. A fonte secou&#8230; No meio da Escuridão usámos o frasco para nos encher a Alma. Então levantei-me para evitar que adormecesse e esquecesse&#8230; Mas quando me deitei tinha adormecido&#8230; Levantei-me calmamente e num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1209 aligncenter" title="Estepe" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/11/estepe.jpg" alt="" width="490" height="368" /></p>
<blockquote><p>O que é isto?</p>
<p>Descobrimos a Luz nos reflexos do tumultuoso rio do Espírito e enchemos um frasco de perfume para nos recordarmos. A fonte secou&#8230; No meio da Escuridão usámos o frasco para nos encher a Alma. Então levantei-me para evitar que adormecesse e esquecesse&#8230; Mas quando me deitei tinha adormecido&#8230; Levantei-me calmamente e num beijo perguntei, lembras-te de mim?</p>
<p><em>André Cunha</em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Homenagens Improváveis</title>
		<link>http://eccehomo.me/2009/11/05/homenagens-improvaveis/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 09:46:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[império do meio]]></category>

		<category><![CDATA[lenda]]></category>

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		<description><![CDATA[
[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]
Não presto a devida atenção a quem me a merece. Aqui fica esta homenagem acompanhada de uma pequena lenda chinesa que aprendi nas aulas de Mandarim. Foi-me dita ser a origem do mais importante feriado chinês, o Festival das Luzes Claras em que são honrados os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/11/panorama.jpg"><img class="size-full wp-image-1194 aligncenter" title="Panorama de &quot;Ao longo do Rio durante o Festival das Luzes Claras&quot;, Réplica datada do século XVIII do original do século XII " src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/11/panoramacrop.jpg" alt="" width="490" height="185" /></a></p>
<p style="text-align: center;">[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p>
<p>Não presto a devida atenção a quem me a merece. Aqui fica esta homenagem acompanhada de uma pequena lenda chinesa que aprendi nas aulas de Mandarim. Foi-me dita ser a origem do mais importante feriado chinês, o Festival das Luzes Claras em que são honrados os mortos.</p>
<blockquote><p>Há muito tempo, num dos reinos que viria a formar o Império do Meio, o país que actualmente conhecemos por China, existia um Rei que além da sua Rainha, tinha várias concubinas e filhos vários. Aquando da sua morte, uma concubina ciosa dos interesses do seu filho, através das teias da intriga conseguiu afastar do poder o Príncipe filho da Rainha, legítimo herdeiro ao trono.</p>
<p>Usurpado, o Príncipe fugiu para um exílio em terras desoladas e distantes juntamente com o seu séquito de fiéis. Durante anos vaguearam e um dia em que atravessavam terras ermas, fustigado pelo cansaço e pela fome, o Príncipe lamenta-se faminto ao seu mais fiel General.</p>
<p>Motivado pela necessidade do seu Senhor, o fiel General percorreu extensas distâncias procurando caça sem nada encontrar. Eis que quando o Príncipe já havia perdido a esperança que o seu fiel súbdito lhe conseguisse algum alimento, que este surge com a mais improvável das oferendas, uma refeição de carne.</p>
<p>Esfaimado, o Príncipe devorou a carne sem fazer perguntas até que finda, insatisfeito, pediu mais ao fiel General. Perante este pedido, o General destapa a coxa lancetada e diz calmamente, &#8220;Se o meu Príncipe quer mais carne, posso cortar mais um pouco.&#8221; Perante esta demonstração, o Príncipe rapidamente se refreou.</p>
<p>Anos passaram e o Príncipe e o seu séquito reuniram as forças necessárias para recuperar o poder anos antes usurpado. Assim foi, e o Príncipe regressou ao Reino como Soberano coroado em glória.</p>
<p>No frenesim da vitória e do regresso ao conforto após anos de sacrifício e privação, o Príncipe e o séquito que se tornou sua corte rapidamente entraram numa vida de luxo decadente e deboche no fausto do Palácio. Confrontado com esta situação, o enfermo General renegou a vida na corte e foi viver com a sua mãe como homem pobre, seguindo o estilo de vida a que se tinha habituado durante os anos do exílio.</p>
<p>Não satisfeito com esta situação, o agora Rei tentou conceder as maiores honras de Estado ao antigo General. Recebendo as oferendas do seu Senhor, o General agradeceu mas recusou todas as honras bem como regressar ao Palácio.</p>
<p>Não aceitando esta decisão por parte do seu súbdito, o Rei enviou um séquito militar para persuadir o seu querido General. Sabendo das intenções do seu Soberano, o General fugiu com a sua mãe para a Floresta na Montanha.</p>
<p>Ofendido com a fuga do General, o Rei enviou o exército para o ir resgatar à velha Floresta para que este aceitasse as honras oferecidas. O exército calcorreou a Floresta e encurralou o General na Montanha.</p>
<p>Fracassando em encontrá-lo e com a aprovação do Soberano, o exército decidiu cercar e incinerar a Floresta para que o velho General ao fugir das chamas, fosse finalmente resgatado para poder receber as honras devidas que havia recusado.</p>
<p>Mas enquanto a Floresta ardia, o General tardava em aparecer e quando finalmente ficou toda a Montanha coberta por nada mais do que cinzas, o General continuava desaparecido.</p>
<p>Inconformado, o Rei ordenou a procura dia e noite pela Montanha. Ao entrarem numa gruta, encontraram por fim o antigo General agora calcinado abraçado à sua velha mãe.</p>
<p>Consumido pelo remorso, o Rei declarou então três dias sem uso do fogo para honrar a memória do seu mais fiel súbdito.</p></blockquote>
<p>Infelizmente fui certamente pouco rigoroso na reprodução da mesma mas tentei ser o mais literal possível em relação à versão que me foi instruída em respeito ao Professor Lu Yanbin. Mas se tiverem interesse podem sempre ver uma pequena variação da mesma lenda mais historicamente detalhada <a title="Qingming Festival" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Qingming_Festival" target="_blank">aqui</a> mas na minha opinião penso que o tom que usei foi bem conseguido baseado no meu parco contacto directo com a cultura asiática.</p>
<p><strong>Nota: </strong>Podem ver a imagem completa de uma gravura em panorama &#8220;Ao longo do Rio durante o Festival das Luzes Claras&#8221;, réplica datada do século XVIII do original do século XII carregando na imagem.</p>
<p style="text-align: left;">
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		<title>DO NOT PRESS</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 05:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<title>Hitokiri</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 01:07:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[sword]]></category>

		<category><![CDATA[tsunami]]></category>

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		<description><![CDATA[

In the mellow sheets of the shredded sunset
Lies the warrior standing on his sheathed sword
There he is, eyes wide shut
Listening to her singing
Of that blade which protects him from previous raping
There he stands, supporting himself on the invisible aggression
That shattered blade he wields unknowingly on his defense
Even after sworn against it
That broken mirror that does [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1118 aligncenter" title="Katsushita Hokusai - Tsunami" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/11/katsushita_hokusai-tsunami.jpg" alt="" width="490" height="338" /></p>
<blockquote>
<div>In the mellow sheets of the shredded sunset<br />
Lies the warrior standing on his sheathed sword<br />
There he is, eyes wide shut<br />
Listening to her singing<br />
Of that blade which protects him from previous raping<br />
There he stands, supporting himself on the invisible aggression<br />
That shattered blade he wields unknowingly on his defense<br />
Even after sworn against it<br />
That broken mirror that does not exist<br />
It&#8217;s all he has left to be</p>
<p>Before him, the crowds walk<br />
Ignoring this old young shadow<br />
He recognizes some faces<br />
Remembering his unexisting life<br />
Sorrow and regret bloom within his urge<br />
He grabs the handle, ready to attack the peace&#8230;<br />
Does he refrain?<br />
Two tears are shed, only he remains&#8230;</p></div>
<div><em>André Cunha</em></div>
</blockquote>
<div style="text-align: center;">
<p><a title="In Memories “KO・TO・WA・RI”" href="wp-content/uploads/2009/11/inmemorieskotowari.mp3" target="_blank">In Memories “KO・TO・WA・RI”</a></div>
<div style="text-align: center;">[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</div>
<div style="text-align: center;">
<p><a title="La Japonaise" href="./wp-content/uploads/2009/11/lajaponaise.mp3" target="_blank">La Japonaise</a></div>
<div style="text-align: center;">[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</div>
]]></content:encoded>
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		<title>A Verdade é Soberana Nesta Casa</title>
		<link>http://eccehomo.me/2009/10/30/a-verdade-e-soberana-nesta-casa/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 05:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[

Vivi sempre na cabeça e agora conheço o coração. Cabeça esta que sempre aspirou a coração mas que agora por ele se deixou enjaular. Cabeça esta que dita desesperada os termos da minha clausura e opressão mas que este coração rejeita levando-me a labirintos por onde sempre caminhei mas onde nunca me perdi, labirintos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1246 aligncenter" title="André Cunha - A Sombra (Derivação de &quot;O Beijo&quot; de Gustav Klimt)" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/11/sombra.jpg" alt="" width="490" height="591" /></p>
<blockquote><p>Vivi sempre na cabeça e agora conheço o coração. Cabeça esta que sempre aspirou a coração mas que agora por ele se deixou enjaular. Cabeça esta que dita desesperada os termos da minha clausura e opressão mas que este coração rejeita levando-me a labirintos por onde sempre caminhei mas onde nunca me perdi, labirintos que para mim eram corredores bem definidos.</p>
<p>Agora já não sei agarrar-me e não sei onde estou. Levaram a minha tocha e perco-me no negrume do meu interior e fujo, fujo para não encontrar aquilo que sei que me espera no fim deste tango de silêncios, deste carrocel desvairado.</p>
<p>Sempre me pintei como a uma tela mas agora as tintas misturaram-se e já não encontro as cores. As correntes da minha ética partem e o ferro negro é cada dia mais vermelho e a cabeça não suporta e castiga-me com enlaces divinos.</p>
<p>Nem sei porque professo estas palavras, já perdi o seu significado, quanto mais vejo mais odeio este retrato que agora tenta ganhar vida das sombras que o contemplam.</p>
<p>Sombras de formas indefinidas que bailam entre chamas num reflexo de água cristalina que provoca a sede daqueles que a bebem escorrendo em suores frios pelas faces cavadas por um escopro afiado.</p>
<p>E é este o estupro em que consiste o sentimento. É monstro que nos desonra a alma, qual besta amordaçada que rasga com os dentes os quistos que lhe afloram pelo corpo que nos destrói dentro da jaula da nossa ética até ao dia em que se dissolve no sangue de uma intenção não concretizada.</p>
<p>É este o preço dos <em>why should I&#8217;s</em> quando se abdicou da urgência dos <em>now&#8217;s</em> e não se avança a braçadas largas nas torrentes dos <em>why not&#8217;s</em>.</p>
<p>É esta a face do pânico, da angústia não revelada, da cabeça que renega o coração que a domina e se encerra entre <em>smoke and mirrors</em> em personificações daquilo que não se permite que nasça fora das grutas da alma.</p>
<p>Estou esgotado&#8230;</p>
<p>A verdade foi parida. É um rebento grande e grotesco que não cabe pelo sifão da minha alma. Tirei-a de cesariana mas só a vi envolta em vestes ensopadas com este meu sangue. A quem anuncio o nascimento? Terá nascido morta? Antes de ser verdade já será mentira? Tem vergonha, por isso está envolta ou será que é a mãe que dela se envergonha?</p>
<p>Nas ilhas aladas, num baptismo de rapina, a Oliveira só dá flor, nunca o fruto.</p>
<p><em>André Cunha</em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>No Meu País&#8230;</title>
		<link>http://eccehomo.me/2009/10/08/no-meu-pais/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 06:59:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Baboseiras]]></category>

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		<description><![CDATA[As ruas do meu país são bonitas mas estão vazias, são largas e monumentais avenidas antigas que no entanto não acusam a mais leve passagem do tempo.
Há muitas paradas, mas não se faz lixo ou mácula. As cidades são coerentemente eclécticas, não há uma rua igual à outra. Na malha ortogonal cruzam-se todas as eras e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1097 aligncenter" title="Stockholm - Palácio Real" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/10/stockholm1.jpg" alt="" width="490" height="368" /></p>
<blockquote><p>As ruas do meu país são bonitas mas estão vazias, são largas e monumentais avenidas antigas que no entanto não acusam a mais leve passagem do tempo.</p>
<p>Há muitas paradas, mas não se faz lixo ou mácula. As cidades são coerentemente eclécticas, não há uma rua igual à outra. Na malha ortogonal cruzam-se todas as eras e civilizações sem nunca se mesclarem entre si, cada rua é coerente consigo própria.</p>
<p>No meu país as pessoas discutem muito, mas nunca se zangam. Discutem racionalmente tudo o que é e não é passível de assim ser discutido. Filosofia, ciência, humanidades, amor, ódio,…</p>
<p>No meu país as pessoas não se conhecem, não frequentam as casas umas das outras, não há famílias. Reúnem-se em cafés, bares, salões e festas. Ninguém se apercebe do clima que caracteriza o meu país porque tudo é invariante a este. As pessoas prosseguem sempre os mesmos hábitos, vestem-se sempre da mesma forma.</p>
<p>Há ainda assim muita diversidade mas tal como as ruas, não se mistura como água e azeite e é assim nas pessoas, na natureza, nas paisagens, em tudo.</p>
<p>O meu país é uma ditadura mas ninguém sabe quem a dirige. Os serviços secretos são um poder sem rosto desta força desconhecida que o dirige.</p>
<p>O exército é imenso e interminável mas é incapaz, inapto para a luta. Vestem fardas ornamentadas e possuem inúmeros rituais. Há planeamento e rigor de todas as eventualidades e possíveis acontecimentos militares, mas ninguém, nesta massa humana sabe pegar numa arma para fazer a guerra.</p>
<p>Somos um país imenso e excessivamente organizado. Este nosso exército imenso e maquinal assusta as outras nações, não temos guerra.</p>
<p>Os serviços secretos asseguram aquilo que a inépcia do exército nunca poderia evitar e eliminam as possibilidades de conflito mas se nos invadem, vamos à vida.</p>
<p>No meu país, as crianças só saem de noite. No meu país todos os cidadãos possuem uma infinidade de títulos, cargos e responsabilidades oficiais. Como toda a gente ocupa todos os cargo em todas as áreas não existe uma verdadeira hierarquia. Somos um povo orgulhoso e vaidoso, mas não nos lembramos porquê.</p>
<p>No meu país somos todos muito diferentes em aspecto, mas no fundo somos todos iguais. No meu país os sentimentos não florescem, transformam-se em livros, poemas, tratados, artigos, ensaios… Temos milhões de bibliotecas intermináveis em que toda esta obra acaba depositada e esquecida. As bibliotecas são tão extensas, os seus corredores tão longos e labirínticos que ninguém ousa visitá-las, foram projectadas com esse propósito.</p>
<p>No meu país não temos telefones, só escrevemos cartas. Não existe televisão mas fazemos muito cinema, teatro e televisão também só que os filmes nunca são terminados e as cenas sucedem-se, as peças de teatro são ensaiadas sem término, os programas televisivos são gravados e regravados mas nunca são lançados. Assim é toda a arte no meu país.</p>
<p>Ensaiamos, experimentamos, pensamos e concebemos mas nunca terminamos, a obra é por definição inacabada, as obras não são lançadas apesar de termos sempre datas planeadas para o fazer, datas essas que se prolongam pelos séculos. Temos grandes movimentos artísticos, orquestras, estúdios, <em>ateliers</em>, escolas… As orquestras não actuam, ensaiam; os pintores não expõem, experimentam porque nenhum artista consegue obter aquilo que imagina, a perfeição não converge, então para sempre ficam no estado de concepção.</p>
<p>Ninguém sabe ao certo quantas pessoas existem neste país meu. Como as pessoas fazem um sem fim actividades e ofícios e ocupam uma infinidade de títulos e cargos e hierarquias, toda a gente é tudo e nada, parecemos ser biliões mas podemos não passar de uma dezena, ninguém sabe.</p>
<p>No meu país as pessoas têm muitos nomes, como se sentem presas por apenas um, adoptam milhares de nomes, não há minuto que passe sem que um novo nome lhes surja.</p>
<p>No meu país as pessoas não morrem e são sempre jovens fisicamente. Acontece que um dia ficam simplesmente catatónicas. Não as enterramos porque estão vivas, então ficam nas ruas como estátuas, a nossa única arte que se conclui porque ninguém distingue estas pessoas de objectos inertes.</p>
<p>No meu país não acreditamos em Deus mas temos grandiosos templos de todas as religiões; tal como a maioria dos sítios neste meu país, encontram-se quase sempre vazios.</p>
<p>As pessoas passam os dias nas ruas vazias e extensas a discutir e a passear.</p>
<p>São as crianças que constroem o meu país. De noite, quando saem, invadem uma qualquer zona e erigem quarteirões, ruas e bairros inteiros numa só noite.</p>
<p>Os serviços secretos que tudo controlam não as conseguem ver, aliás a partir dos 12 anos, as crianças no meu país são adultas e deixam de ver as crianças, os adultos não as vêem, só se recordam delas da sua infância.</p>
<p>Por isso ninguém sabe onde vivem, donde vêm e quem são. Rumores falam dos esgotos monumentais mas ninguém lá vai.</p>
<p>As pessoas do meu país como conquistaram a imortalidade, não têm necessidades fisiológicas. Não comem, não defecam, não nada. Ainda assim temos casas de banho, hospitais e todo o tipo de estrutura associadas à natureza do animal humano. Essencialmente assim acontece porque temos que ter profissões.</p>
<p>Por exemplo, temos médicos mas nenhum deles saberá intervir se necessário. São sábios e escrevem longos tratados e extensos artigos profusamente descritos até ao mais ínfimo detalhe, ilustrações, cálculos e deduções mas nunca ninguém na realidade experimentou nada.</p>
<p>Não temos cemitérios, as pessoas vão ficando pelas ruas, tiram-nas do caminho e usam-nos como ornamento nos parques e jardins porque não morrem, ficam catatónicas.</p>
<p>Há muitas mães no meu país mas nenhuma delas sabe quem são os seus filhos. Não se lembram que os tiveram e como tal nem sabem que o são, mães. Os adultos no meu país não se despem, vestem sempre a mesma roupa, trajes elaborados que diferem em estilo, era e espírito mas que são sempre cuidadosamente elaborados mesmo que fossem andrajos. Podem andar sempre imutáveis porque não possuem necessidades fisiológicas.</p>
<p>Tivemos três guerras no meu país. Tivemos uma primeira guerra ideológica que terminou num armistício que fundiu as forças opositoras.</p>
<p>A segunda guerra foi um artifício de propaganda, nunca tendo ocorrido na realidade.  A imprensa anunciou a guerra, as tropas foram mobilizadas e todos acreditam que houve porque somos um país tão grande que toda a gente ouviu falar de alguém que esteve nessa guerra fora das nossas fronteiras mas ninguém conhece ninguém que realmente lá tenha estado até porque nunca ninguém neste país se aproximou sequer das fronteiras do nosso extenso território. Foi uma guerra inventada pelos serviços secretos.</p>
<p>Por fim, a última guerra que nos assolou foi uma invasão estrangeira. O inimigo enviou milhões de soldados mas nunca os suficientes para fazer face aos nossos territórios intermináveis, às nossas cidades infinitas, havia sempre mais ruas, mais esquinas, mais avenidas e o exército do inimigo acabou por se desfazer na nossa imensidão como o exército francês na Rússia. Ninguém sabe porque fomos invadidos ainda hoje, muito se escreve sobre o assunto.</p>
<p>Diz-se à boca pequena que vivemos em guerra civil permanente mas ninguém sabe ao certo entre quem e não há sinais óbvios de guerra civil. Dizem os rumores que se deve à intervenção dos serviços secretos na gestão do conflito, que cuidadosas operações de limpeza e abafamento são levadas a cabo e nesses sítios as pessoas supostamente discutem mais ou ficam silenciosas e as ruas supostamente são mais limpas, mas na realidade não passam de boatos porque ninguém neste país sabe usar uma arma ou levantar os braços para agredir quem quer que seja mas tornámo-nos vítimas do nosso poder sem rosto.</p>
<p>Não há carros no meu país. Só andamos a pé. Os carros não servem para nada precisamente porque o país é tão extenso que ir a qualquer lado a pé ou de carro é irrelevante, como somos imortais o tempo não significa nada para nós e como tal nunca temos muita pressa de chegar onde quer que seja. Há ainda assim, quem tente atravessar o país inteiro a pé.</p>
<p>Não conhecemos outros países embora tenhamos milhões de embaixadores, diplomatas, geógrafos, mapas e estudos étnicos mas nunca ninguém foi a lado nenhum na realidade. Ficámos fascinados aquando da última guerra precisamente porque fomos visitados mas ainda hoje há dúvidas se esse invasor não tenha surgido meramente dentro do nosso país a partir dos fenómenos de diferenciação que já descrevi.</p>
<p>Há auroras boreais no meu país. Como as realidades não terminam neste meu país, não temos museus porque simplesmente não percebemos o conceito. O tempo não começa nem termina nem se move, não há velho nem novo, há sempre mais, mas tudo o que houve se mantém. Não sabemos o que é antigo, não sabemos o que é não ser o que já se foi. Existe sempre tudo.</p>
<p><em>André Cunha</em></p></blockquote>
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		<title>Mahora</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 06:45:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1093 aligncenter" title="Mahora" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/10/mahora.jpg" alt="" width="490" height="401" /></p>
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		<title>Alguns Comentários&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 01:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Em virtude de dois (um e outro) artigos no weblog colectivo onde participo, o Ars Vitæ, escrevi os seguintes comentários que resolvi compilar num artigo:
A natureza individual, aponta-nos e indica-nos sempre caminhos sedutores por mais tortuosos e imbecis que nos apresentem, a natureza puxa-nos e guia-nos nessa viagem inútil.
Agora o espírito&#8230; Quem é que sabe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1083 aligncenter" title="Gilles Balmet  \&quot;Untitled (Rorchach)\&quot;" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/09/rorschach.jpg" alt="" /></p>
<p>Em virtude de dois (<a title="Ars Vitae - Blue Roses" href="http://aartedavidaemdebate.blogspot.com/2009/09/blue-roses.html" target="_blank">um</a> e <a title="Ars Vitae - A natureza, em mim, é conservadora; só o espírito é revolucionário." href="http://aartedavidaemdebate.blogspot.com/2009/09/natureza-em-mim-e-conservadora-so-o.html" target="_blank">outro</a>) artigos no <em>weblog</em> colectivo onde participo, o <em><a title="Ars Vitae" href="http://aartedavidaemdebate.blogspot.com/" target="_blank">Ars Vitæ</a></em>, escrevi os seguintes comentários que resolvi compilar num artigo:</p>
<blockquote><p>A natureza individual, aponta-nos e indica-nos sempre caminhos sedutores por mais tortuosos e imbecis que nos apresentem, a natureza puxa-nos e guia-nos nessa viagem inútil.</p>
<p>Agora o espírito&#8230; Quem é que sabe domar o espírito? No decurso do caminho somos sempre atacados pelo espírito, ele pode ser oculto e breve nas suas manifestações, mas ofusca-nos sempre da linha que a natureza nos traçou e deixa-nos completamente perdidos. Exige de nós aquilo que a natureza não nos concedeu, força-nos com a sua necessidade, porque é ele o último reflexo da nossa alma por mais que esta esteja trabalhada pela nossa natureza. Se calhar falo de mim e não de Antero quando emito estas breves linhas, mas em mim, a natureza é conservadora; agora o espírito, esse génio maldito que amaldiçoo e abençoo, essa torrente de águas revoltas e límpidas em que incide a luz da minha alma, esse será sempre revolucionário no sentido geral do termo. E será ele que me irá dar a paz, quer me afogue nessas águas, quer nelas mate a sede.</p>
<p>E mesmo quando acho que me vou afogar, continuo sempre com a mesma sede&#8230; Será essa sede o espírito e não as águas que acuso? Não sei dizer, não sei avaliar. Estou vazio agora e a natureza retoma em mim o seu caminho, não há lâmina que me corte esta mão, nesta indefinição há muito que estou talhado ao milímetro.</p>
<p>E acho sempre que açoriano se escreve açoreano e isto antes da companhia de seguros. Mas pronto, para mim, dançar será sempre dansar, não sou o primeiro nem o último, sou apenas mais um.</p>
<p>Escrevo sem nexo, agora reparo, nem sei porque vomito estas palavras, a insónia permanece e nem revejo. As palavras saiem desconexas sem tempero nem tempera, assim me encontro, assim aguardo.</p>
<p>Não sei o que digo nem se digo alguma coisa, as rosas são ainda brancas e a sua luz queima-me por mais que me digam que não, que são serenas e belas.</p>
<p>As imagens fundem-se e o sono não chega, estou calmo agora, a natureza retoma-se em mim e o espírito adormece lentamente mais uma vez para se esconder atrás desta nova criação.</p>
<p>Não me compreendo nem compreendo, a bússola gira em torno de si própria e a terra é vermelha, mas as rosas são brancas. Gosto do azul mas não acredito nele, falam-me do vermelho, conheço o branco, sinto o azul e o azul tinge o meu vermelho porque o vermelho não conheço, só o branco.</p>
<p>A fotografia devassa-me o espírito, e a máscara tomou conta da natureza ou será que foi a natureza que se mascarou? Não penso, não reflicto, não sinto, não choro, não amo, não odeio, não durmo, escrevo sem parar e o dicionário repreende-me, o teclado tem saudades da caneta, e eu só tenho uma caneta, está na mala.</p>
<p>Procuro algo entre um piano e um violino, o piano é a minha natureza mas o violino é o meu espírito e eu estou no meio. As cordas estão ká, o som sai, mas o violino não toca e o piano apressa-se, a uma mão, a duas mãos, a quatro mãos e eu não sou virtuoso, o arco parou e os braços caíram mas os dedos continuam frenéticos no teclado, não conhecem as teclas porque só se lembram das cordas e em cada tecla esperam encontrar o corte da corda mas a tecla é pesada e soa antes de saber que a premi.</p>
<p>Assim me esqueço da música e recordo apenas o som. Um som que chove, que gotícula e perde a forma que o definia, os homens correm e não pensam e já não formam um colectivo, tornaram-se um a um em homens mas em homens que se tornaram já não o são antes ainda de o serem e agora não pensam, eu não penso, fogem, será que fujo?</p>
<p>Ousado estou, porque não estou, não sou e como tal é fácil ser o que se não é porque o que se é nunca chega a ser e eu nunca chego a ser o que sou porque aquilo que sou nunca é nem chega a ser porque não percebo estas palavras que se apropriam das minhas mãos, das mão que não quer ser ferida, que permanece incólume como nasceu e ela envelhece mas não muda, e dizem-me que é bela, bela porquê? Será o seu gesto ou a sua forma, talvez ambos, a lixívia tirou-me a cor mas o indigo suja-me as mãos brancas que procuram o sangue. Mas o sangue não corre e a tinta tarda em chegar, todos se maquiam.</p>
<p>E não páro, não consigo, escrevo, escrevo mas não digo nada. As palavras amontoam-se e os pensamentos não chegam a ser nada, esfumam-se antes que lhes permita formar, nascer, cristalizar, assentar. Nuvens de pó, será fumo? continuam e eu não consigo ver nada, os olhos estão secos, a pele está cansada. Vou fechar o livro.</p>
<p>Que quero dizer? Que quero afirmar? Será que quero o quer que seja? Não sei parar, o livro não fecha, a água inunda-me a casa e vomitei na casa de banho, limpei o que pude mas o cheiro enjoativo e bilioso possuí-me as narinas, controlo a náusea mas não percebo, olho-me com desdém e no espelho acho-me belo no meio desta putrefacção que me rodeia. Sublinho que nada digo, mas tudo escrevo, porque nada tenho para dizer nem sei se digo, mas não consigo parar, os dedos continuam na ponta dos braços inertes. Não sei fazer nada mas tudo faço e no fim nada fiz, não consigo parar porque o espírito encontrou a natureza e não falam a mesma lingua, usam um intérprete de Bruxelas que recebe dinheiro a mais mas não eprcebe nenhuma das línguas porque só fala português. Mas a natureza é surda e o espírito só sabe gritar e o intérprete é um idiota. Perdeu-se mas continua, e sem saber o que traduz, inventa, ou melhor, aldraba, engana e burla nem sabe bem o quê até porque não se lembra, perdeu a memória e deixou de ficar triste embora não tenha ficado muito contente porque palavra atrás de palavra a todas anulou porque não sabe nada. É um idiota.</p>
<p>São 3:33, não 3:34 agora é feio, o três é bonito, parece um infinito incompleto mas agora já passou e já são 3:34. Tenho aula de Quântica às 11, é melhor tentar dormir porque acordo cedo. Minto, não vou acordar cedo mas tenho aula, vou lá mas vou ficar de fora mesmo que me vejam porque me vêem sempre mas nunca me tocam. E eu também não toco, tenho nojo e uso sempre luvas.</p>
<p>Olha que fofinho, transformei um substantivo em verbo.</p>
<p>Encontrei uma ave de fogo e estou a sagrar a minha Primavera, no penúltimo dia saberei mais, recupero-me lentamente, a realidade desenha-se aos poucos e recordo-me de mim, agora compreendo o jogo de cartas mas continuo sem saber jogar, jogo sempre ao acaso mas acham que jogo bem e muito. Agora sim, tenho sono e já vejo novamente pelos pesados olhos, são 3:47 e não paro. Um 3 desdobrado devia ser inifnito mas afinal dá 8 e eu nunca soube fazer contas. Pronto, assim sou nestas horas.</p>
<p><em>André Cunha</em></p></blockquote>
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		<title>A natureza, em mim, é conservadora; só o espírito é revolucionário.</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 00:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[(&#8230;)
Há em todos nós, por mais modernos que queiramos ser, há lá oculto, dissimulado, mas não inteiramente morto, um beato, um fanático ou um jesuíta! Esse moribundo que se ergue dentro de nós é o inimigo, é o passado. É preciso enterrá-lo por uma vez, e com ele o espírito sinistro do Catolicismo de Trento.
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>(&#8230;)</p>
<p>Há em todos nós, por mais modernos que queiramos ser, há lá oculto, dissimulado, mas não inteiramente morto, um beato, um fanático ou um jesuíta! Esse moribundo que se ergue dentro de nós é o inimigo, é o passado. É preciso enterrá-lo por uma vez, e com ele o espírito sinistro do Catolicismo de Trento.</p>
<p>A natureza, em mim, é conservadora; só o espírito é revolucionário.</p>
<p>O Hegelianismo foi o ponto de partida das minhas especulações filosóficas, e posso dizer que foi dentro dele que se deu a minha evolução intelectual.</p>
<p>A grande revolução… só pode ser uma revolução moral, e essa não se faz de um dia para o outro nem se decreta nas espeluncas famosas das conspirações, e, sobretudo, não se prepara com publicações rancorosas de espírito estreitíssimo e ermas da menor ideia práctica.</p>
<p>… Mais preciso pôr-me em comunhão com a alma colectiva.</p>
<p>… Fui sempre amigo de me achar em minoria.</p>
<p>… É preciso também chorar e amar aquilo mesmo que nos faz chorar.</p>
<p>Vou percebendo que o pessimismo de [Karl Edward von, 1842 – 1906] Hartmann se parece singularmente como o meu optimismo… Talvez eu tenha inventado a Filosofia do Inconsciente sem o saber!</p>
<p>… Choro – mas não me envergonho de chorar.</p>
<p>Eu cá vou indo. Cada vez mais místico e penso que daria um sofrível monge, se não fossem estes nervos miseráveis, inimigos da paz de espírito. Querem alguns dizer que muitos santos foram histéricos e nevróticos. Não posso crê-lo. Este estado de nevrose é o menos favorável à serenidade interior e, por conseguinte, à santidade.</p>
<p>Mas quem de amor nos lábios traz doçura<br />
Esse é que leva a flor de uma alma pura!</p>
<p>Só no meu coração, que sondo e meço,<br />
Não sei que voz, que eu mesmo desconheço,<br />
Em segredo protesta e afirma o Bem!</p>
<p>E os que folgam na orgia ímpia e devassa<br />
Ai! quantas vezes ao erguer a taça,<br />
Param, e estremecendo, empalidecem!</p>
<p>Ausentes filhas do prazer: dizei-me!<br />
Vossos sonhos quais são, depois da orgia?<br />
Acaso nunca a imagem fugidia<br />
Do que fostes, em vós se agita e freme?</p>
<p>Um século irritado e truculento<br />
Chama à epilepsia pensamento,<br />
Verbo ao estampido de pelouro e obus…</p>
<p>Mas cruzar, com desdém, inertes braços,<br />
Mas passar, entre turbas, solitário,<br />
Isto é ser só, é ser abandonado!</p>
<p>Assim a vida passa vagarosa:<br />
O presente, a aspirar sempre ao futuro:<br />
O futuro, uma sombra mentirosa.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p><em>Antero de Quental</em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Mes Roses Sont Blanches</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 23:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1069 aligncenter" title="Rosas Brancas" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/09/whiteroses.jpg" alt="" width="490" height="368" /></p>
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		<title>Moisés</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 14:53:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje tropecei na estátua do Moisés e sonhei com uma lenda associada a esta obra. Os caminhos da minha mente foram um pouco mais sombrios que a lenda original mas resolvi escrever isto aqui antes que me esqueça, porque assim são os sonhos, efémeros e esfumam-se por entre os dedos por mais que os tentemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tropecei na estátua do Moisés e sonhei com uma lenda associada a esta obra. Os caminhos da minha mente foram um pouco mais sombrios que a lenda original mas resolvi escrever isto aqui antes que me esqueça, porque assim são os sonhos, efémeros e esfumam-se por entre os dedos por mais que os tentemos fixar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1061" title="Moisés de Michelangelo" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2009/09/moses.jpg" alt="Moisés de Michelangelo" /></p>
<p style="text-align: center;">
<blockquote><p><strong>Moisés</strong></p>
<p>A brisa fresca cintilava entre as ramagens sibilantes da manhã. Entre a azáfama primaveril o louco exaltava os homens. Incrédulos transportavam o volume alvo pelo magro pórtico esmagando as roseiras brancas do jardim. Directo de Fiesole, o enorme bloco protagonizava agora o verdejante palco da pequena propriedade. Esgotados, o escultor apressava agora os homens para fora da propriedade, atarantados sorriam idiotas face ao seu esgar irado e sem pressas abandonavam as imediações. Com gestos bruscos e apressados, expulsava-os apressadamente, atingido pela luxúria criadora procurava nos labirintos da sua idealização as linhas do projecto.</p>
<p>Em cada instante desenhava-se na sua mente a forma que nasceria naquele tosco seráfico. Correu para a pedra e sentiu-a com as mãos ásperas e experientes, com elas percorreu o paralelepípedo, possuído pela ânsia da sua visão. Os dedos percorriam o corpo branco e adivinhavam as formas que já via na sua mente. Percebia a pedra, sentia-lhe cada detalhe, o escopro da sua vaidade artística desenhava cada contorno, cada ângulo, emergiam no barro criador da sua mente e nunca se enganava, não, a pedra tinha o marco da criação e os meses de persistência necessária para trabalhar o mono afiguravam-se como segundos.</p>
<p>Incansável, descobriu dia após dia, mês após mês as formas desta réplica dos seus desejos. Revelou-lhe rapidamente as faces angulosas, o nariz fino e rectilíneo, o olhar determinado pautado por melancolia e cansaço de uma viagem de quarenta anos, a boca grave dos povos do deserto… Já lhe adivinhava o corpo seco e musculado, os ossos salientes entre os músculos, os dias escorriam por cada veia que se definia, desde as mãos longas e ossudas do profeta que não foi até aos pés cansados das pernas viajadas. Mas prosseguia a encomenda da fé que o invocava, martelava e compunha cada curva, o torso esguio, as pernas musculadas pela longa viagem e em cada golpe tudo se definia, o futuro do passado da vontade daquele que morreu às portas da terra prometida.</p>
<p>A promessa divina estava finalmente ao seu alcance, a obra terminada coberta pelo lençol branco manchado pelo sangue e suor do ardor que o possuía. A noite estava tépida e a natureza aguardava em expectativa entre ventos que não sopram. Meses haviam passado, o Verão chegava ao fim. Num gesto inesperado revela perante os seus olhos o resultado do seu idílio. Fita silencioso a figura humana que ali se senta sobranceira entre os escombros que a ocultavam. &#8220;Levanta-te e anda!&#8221; grita exasperado, mas a figura pétrea olha distraidamente para o lado, contemplando as rosas secas no jardim.</p>
<p>Raiado pela incompreensão e incrédulo, o génio lança-se sobre ela e de martelo e escopro em punho ataca o velho recém-nascido por sua mão. Quebra-lhe o gesto altivo transformando os dedos nodosos em cascalho, a que se seguem os braços encostados que rapidamente perdem a forma e furioso martelando-lhe os joelhos, os membros rapidamente se confundem com os escombros do nascimento daquilo que agora morria.</p>
<p>O ar anseia, o coração palpita forte e esperam-no. Incrédulo e com olhar langue e cego fita a expressão arrogante daquela cara erguida sobre um torso desmembrado que ridiculamente parece ignorar toda a situação. Num último ímpeto de raiva, investe contra a sua obra e desfere-lhe um rude golpe no meio daquela expressão que O enfrentou e agora cai por terra: a cabeça fitando o infinito parte e cai no chão e rolando deixa adivinhar as linhas que a definiam.</p>
<p>O jovem pega por fim no escopro, e em direcção ao torso do velho decapitado: &#8220;pam, pam, PAM… … (silêncio)&#8221;, o martelo enterra o escopro no peito trabalhado. Fitando os escombros limpa o suor, sorri candidamente e vira as costas… Daquilo que era nada fez tudo e do tudo o reduziu a nada.</p>
<p><em>André Cunha</em></p></blockquote>
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		<item>
		<title>Il Duolo Infranga Queste Ritorte</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 14:32:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[barroco]]></category>

		<category><![CDATA[Georg Friedrich Handel]]></category>

		<category><![CDATA[Handel]]></category>

		<category><![CDATA[Lascia Ch'io Pianga]]></category>

		<category><![CDATA[música barroca]]></category>

		<category><![CDATA[música lírica]]></category>

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		<description><![CDATA[



Lascia ch&#8217;io pianga

Deixa-me lamentar







Lascia ch&#8217;io pianga

Deixa-me lamentar


Mia cruda sorte

O meu fado cruel


E che sospire la libertà

E deixa-me suspirar por liberdade


Il duolo infranga queste ritorte

Possa esta tristeza quebrar as correntes


De&#8217; miei martiri sol per pietà

Do meu sofrimento apenas por piedade







Giacomo Rossi











[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="450"><col width="180"></col><col width="20"></col><col width="220"></col></p>
<tbody></tbody>
<tbody>
<tr height="13">
<td height="13"><strong>Lascia ch&#8217;io pianga</strong></td>
<td></td>
<td><strong>Deixa-me lamentar</strong></td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13"></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Lascia ch&#8217;io pianga</td>
<td></td>
<td>Deixa-me lamentar</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Mia cruda sorte</td>
<td></td>
<td>O meu fado cruel</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">E che sospire la libertà</td>
<td></td>
<td>E deixa-me suspirar por liberdade</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Il duolo infranga queste ritorte</td>
<td></td>
<td>Possa esta tristeza quebrar as correntes</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">De&#8217; miei martiri sol per pietà</td>
<td></td>
<td>Do meu sofrimento apenas por piedade</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13"></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13"><em>Giacomo Rossi</em></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13"></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</blockquote>
<p style="text-align: center;">[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p>
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		<title>你好</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 11:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ecce homo]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><img title="你好" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2008/10/nihao.jpg" alt="你好" width="490" height="290" /></div>
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		<title>Shogunato Universitário</title>
		<link>http://eccehomo.me/2008/09/11/shogunato-universitario/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 23:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Actualidade]]></category>

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		<category><![CDATA[IST]]></category>

		<category><![CDATA[Maldizer]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<category><![CDATA[instituto superior técnico]]></category>

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		<category><![CDATA[regime jurídico do ensino superior]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o mediatismo e imensa polémica primeiro em torno do acordo MIT-Portugal e agora mais recentemente com o novo regime jurídico do ensino superior português, Mariano Gago tem provado que não gagueja no que diz respeito à visão que tem do futuro académico português e tem empunhado, com o estandarte da modernização e adaptação às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image256" class="alignright" style="margin: 4px 4px 4px 1em; float: right" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2008/08/gagoshogun.jpg" alt="Gago Shogun" /></p>
<p style="text-align: left;">Com o mediatismo e imensa polémica primeiro em torno do acordo MIT-Portugal e agora mais recentemente com o novo regime jurídico do ensino superior português, Mariano Gago tem provado que não gagueja no que diz respeito à visão que tem do futuro académico português e tem empunhado, com o estandarte da modernização e adaptação às novas realidades, muito ao estilo do governo de que faz parte, uma espada contra os fortes interesses instituídos na academia portuguesa.</p>
<p style="text-align: left;">Outro ponto extremamente polémico na gestão de Gago, tem sido o favoritismo que tem concedido à sua casa-mãe, o Instituto Superior Técnico ou simplesmente IST. Os turbilhões no acordo MIT-Portugal somados agora ao encaixe perfeito do novo regime jurídico às necessidades do IST de acordo com a visão do seu colega do Departamento de Física do IST, o Professor Carlos Matos Ferreira, actual presidente do IST, parecem não deixar dúvidas relativamente às motivações de Gago ou pelo menos parte delas.</p>
<p><span id="more-258"></span></p>
<p>Antes de elaborar mais sobre o tema deste artigo, é importante contextualizar o panorama histórico-social do nosso país ao longo do século XX durante a ditadura do Estado Novo, a sua queda e consequências nas estruturas existentes que ficaram de pé nos escombros do antigo regime e os reflexos destes acontecimentos no actual paradigma académico do sistema democrático em que vivemos.</p>
<p>Tendo em conta a extensão da contextualização, achei conveniente colocá-la num artigo aparte, <a title="A Herança Corporativa do Estado Novo" href="http://eccehomo.me/2008/09/11/a-heranca-corporativa-do-estado-novo/" target="_blank">A Herança Corporativa do Estado Novo</a>.</p>
<p>Continuando, o Instituto Superior Técnico não é excepção e representou ao longo dos seus quase 100 anos de existência, um grupo corporativo fortemente associado ao mundo da engenharia portuguesa do século XX, antes e depois da Revolução. Instituição que sempre se viu desde a sua fundação, como paradigma da engenharia em Portugal.</p>
<p>Sentimento corporativo, é isso que é transmitido aos alunos desde o primeiro momento em que entram na instituição em que é promovida uma visão de excelência e exclusividade temperada pelo sacrifício e esforços sobre-humanos que mais parecem um relato de uma lenda da mitologia clássica. Um calvário que sagra aqueles que o superam, com graça divina e superioridade face ao resto do mundo académico.</p>
<p>Apostado em imprimir a imagem de si mesmo nas mentes do seu corpo académico e estudantil, há um sentimento muito forte que é imposto desde o primeiro momento no IST, é que somos alunos não da Universidade Técnica de Lisboa mas sim do Instituto Superior Técnico e relembro que o segundo integra a primeira apesar de ser mais antigo (IST - 1911, UTL - 1930).</p>
<p>A própria arquitectura do edifício, expoente arquitectónico da arquitectura modernista do fascismo, sugere esta imagem de espécie de sacerdócio que acima tentei transmitir. Um campus extenso, rodeado por muros, fechado sobre si mesmo, perfeitamente auto-suficiente. Não é só na função que o espírito permanece, mas também na própria estética fria, recta e até dura do edifício, o ambiente grave é cultivado embora actualmente esteja descaracterizado pela neutralidade estética das novas estruturas e acrescentos.</p>
<p>Tudo isto para contextualizar Mariano Gago. Assumindo que concluiu os estudos em tempo normal, Gago frequentou o IST aquando do apogeu corporativo desta instituição ainda durante o Estado Novo, onde viria a ser professor depois de concluir os estudos. Apesar do seu extenso trabalho fora do país, Gago não cortou a ligação com o IST onde mantém a posição de Professor Catedrático do Departamento de Física do IST. Acho que é seguro afirmar, que Gago é um &#8220;Homem do Técnico&#8221;, um verdadeiro paladino e produto acabado da lógica corporativa que rege aquela instituição.</p>
<p>Gago já vai no seu terceiro mandato como ministro. Foi primeiro, Ministro da Ciência e Tecnologia nos dois mandatos do período Guterrista aquando da criação da pasta, e regressa agora com competências alargadas para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. É conveniente relembrar que as competências alargadas deste ministério ao Ensino Superior, foram asseguradas nos mandatos de Maria da Graça Martins da Silva Carvalho, também professora do, e formada no Instituto Superior Técnico.</p>
<p>Em 8 anos de existência, apesar da travessia de um dos mais conturbados períodos políticos portugueses dos últimos anos, este jovem ministério não só conseguiu manter-se vivo ao longo dos 4 governos, como ainda conseguiu fortalecer as suas competências e estendê-las ao Ensino Superior, tudo isto sempre com um factor comum apesar da diversidade partidária, alguém associado ao Instituto Superior Técnico na chefia do ministério.</p>
<p>Por fim, lembro e sublinho que o IST não é a única instituição no Ensino Superior português com perfil fortemente corporativo, mas simplesmente mais uma. Todo o peso, tradição e idade que tem, somados à sobrevivência ao longo do conturbado século XX português, o estatuto corporativo desta instituição está mais forte do que nunca. E se é mais ou menos certo que o Instituto Superior Técnico e grupos associados constituem a autoridade na ciência e tecnologia em Portugal, parece-me que o Instituto Superior Técnico se prepara para ser o paradigma institucional do Ensino Superior português pela mão de Mariano Gago e do novo regime jurídico que vai pautar este sector da sociedade.</p>
<p>Neste <em>shogunato</em> que constituí o universo académico português, o conflicto permanente e silencioso entre as instituições de Ensino Superior não cessa. Mas estando neste momento em posição privilegiada, seguindo a tradição corporativa portuguesa, Gago tem lutado para moldar o Ensino Superior português às necessidades e perfil do IST. Depois da derrota na batalha pela exclusividade do acordo MIT-Portugal com o Instituto Superior Técnico, eis que juntamente com Matos Ferreira sai novamente derrotado com o chumbo da proposta de transformação do Instituto Superior Técnico numa &#8220;Instituição de Ensino Superior Pública de Natureza Fundacional&#8221; pelo Conselho Científico.</p>
<p>Resta saber se alguma coisa vai ser feita para contrariar esta decisão. Confesso que acho estranho o silêncio em que se fecharam os promotores do estatuto recém criado após o seu chumbo por uma margem irrisória:</p>
<blockquote><p>O Conselho Científico do Instituto Superior Técnico chumbou a proposta de passagem a fundação, intenção que era atribuída ao próprio ministro Mariano Gago, professor catedrático daquela escola da Universidade Técnica de Lisboa.</p>
<p>O presidente do IST tinha-se comprometido a deixar nas mãos dos cerca de 700 doutorados do Conselho Científico a última palavra sobre a realização de uma assembleia específica para votar a passagem do IST a fundação. A votação, que terminou ontem à noite, foi participada por 544 professores. Além dos votos nulos e brancos, 276 votantes disseram &#8220;não&#8221; à mudança de estatuto, contra 258 partidários da autonomização, pese embora o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, que ontem entrou em vigor, obrigue a um consórcio com a universidade de origem.</p>
<p><em>Jornal de Notícias</em></p></blockquote>
<p>De resto na minha opinião, é com pena que vejo o chumbo da proposta. Considero que neste momento, o Instituto Superior Técnico está impregnado de vícios resultantes do seu modelo actual de gestão.</p>
<p>Não vou aqui desenvolver as acusações derivadas da minha experiência na instituição, mas não posso deixar de enunciar algumas delas:</p>
<ul>
<li>A AEIST (Associação de Estudantes do IST) é uma organização perfeitamente dissociada dos interesses dos alunos que detém imenso poder nas estruturas do IST através de tráfico de influências e manobras políticas perfeitamente asquerosas e as utiliza para extrair proveitos económicos de natureza usurária aos estudantes e à própria instituição. É um verdadeiro feudo para a mediocridade estudantil da instituição, gerido por alunos aparentemente incapazes de estudar porque estão &#8220;demasiado ocupados&#8221; com os seus tachos;</li>
</ul>
<ul>
<li>Alguns mas ainda assim muitos funcionários docentes e não docentes com comportamentos perfeitamente surrealistas no que diz respeito provavelmente à sua visão muito particular dos seus direitos mas sobretudo dos seus deveres e obrigações dos quais não parecem ter consciência;</li>
</ul>
<ul>
<li>A burocracia extrema de natureza estatutária e legal que estrangula a iniciativa dos próprios orgãos de adminitração e de todas as organizações e orgãos associados ou constituintes da instituição.</li>
</ul>
<p>A história ensina-nos que este tipo de problemas são atenuados por perfis de gestão e organização de natureza privada e apesar do novo estatuto proposto ser demasiado dependente do Estado a nível administrativo e certamente não corrigir estes problemas do dia para a noite, tenho a certeza de que gradualmente seriam corrigidos ou pelo menos atenuados.</p>
<p>A actual dependência dos orgãos políticos da UTL transformou o IST numa teia de interesses políticos e pessoais e desvirtuaram em muito a Instituição sob uma falsa bandeira de interesses democráticos e estudantis.</p>
<p>Na tradição japonesa, o <em>Shógun</em> era nomeado pelo Imperador em tempo de crise para substituir as competências executivas do Conselho de Regentes. A mediocridade e inutilidade de grande parte do Ensino Superior Público e Privado, os <em>lobbies</em> instalados em certas áreas científicas e profissionais bem como a situação perfeitamente asquerosa de algumas instituições de ensino privado como a Universidade Moderna ou a Universidade Lusófona têm criado a disforme camada de profissionais com estudos superiores caracterizada por falta de qualidade, excesso de oferta numas áreas e lacunas tremendas noutras, incompetência generalizada resultante da enorme oferta de formação deficiente em certas áreas mais populares, entre todos os problemas que conhecemos é justificativa mais do que suficiente para que o ministro que tutela a área assuma essa postura. Veremos como a gere e se a consegue manter&#8230;</p>
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		<title>A Herança Corporativa do Estado Novo</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 23:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[No contexto do artigo sobre a situação actual do universo académico português, Shogunato Universitário, achei relevante introduzir uma pequena contextualização histórica para justificar algumas das minhas posições e opiniões. Como essa contextualização provou ser não tão pequena como tinha planeado originalmente, resolvi colocá-la num post aparte que estão a ler de momento.
Comecemos então por contextualizar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-367 aligncenter" title="Sala do Senado" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2008/08/saobentosenado1.jpg" alt="Sala do Senado no Palácio de São Bento" width="490" height="365" /></p>
<p>No contexto do artigo sobre a situação actual do universo académico português, <a title="Shogunato Universitário" href="http://eccehomo.me/2008/09/11/shogunato-universitario/" target="_blank">Shogunato Universitário</a>, achei relevante introduzir uma pequena contextualização histórica para justificar algumas das minhas posições e opiniões. Como essa contextualização provou ser não tão pequena como tinha planeado originalmente, resolvi colocá-la num <em>post</em> aparte que estão a ler de momento.</p>
<p>Comecemos então por contextualizar o panorama histórico-social do nosso país ao longo do século XX durante a ditadura do Estado Novo, a sua queda e consequências nas estruturas existentes que ficaram de pé nos escombros do antigo regime e os reflexos destes acontecimentos no actual paradigma académico do sistema democrático em que vivemos.</p>
<p><span id="more-259"></span></p>
<p>Penso que ao contrário de todas as outras ditaduras de índole fascista na Europa do século XX, não possuindo um frenesim ideológico com magnitude comparável o Estado Novo pode ser visto como estando apoiado em 3 pilares:</p>
<ul>
<li>O exército constitui o primeiro pilar de qualquer regime ditatorial que se preze. Depois do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi o exército que não só permitiu como promoveu a ascensão de determinados grupos e individualidades que viriam a constituir o Estado Novo preconizado na pessoa de Salazar. Lembremo-nos ainda que o regime só caiu depois de ter perdido o controlo e apoio das forças armadas;</li>
</ul>
<ul>
<li>Uma Câmara Corporativa que reúne grupos de todos os sectores relevantes para a vida do país, grupos esses que controlam em absoluto áreas profissionais, industriais, económicas, sociais, laborais, etc. Naturalmente estes grupos lutavam entre si para obtenção de certos privilégios e regalias. Uma &#8220;arena&#8221; controlada onde a supremacia do Estado é inquestionável e os &#8220;leões podem ser libertados&#8221; sem contemplações;</li>
</ul>
<ul>
<li>Um Estado forte, centralizado e todo-o-poderoso que controla directamente os sectores base da sociedade. Uma eficiente e bem oleada máquina gigantesca, extremamente estratificada que assenta nas rodas dentadas de uma burocracia colossal que tenta prever todo e qualquer caso. Uma omnipresença paternalista na sociedade que justifica a sua autoridade absoluta pelo apoio das forças armadas e a mantém através de estruturas policiais que surgem com as mais variadas caras.</li>
</ul>
<p>Antes de continuar, convém esclarecer aquilo que se tem referido como &#8220;movimentos corporativos&#8221; ou &#8220;corporações&#8221;. Sem mais abstracções, temos as Ordens profissionais, as faculdades e Universidades, as empresas e indústrias de grandes dimensões, a própria estrutura agrícola em latifúndio no Alentejo, etc.</p>
<p>Ora, durante o Estado Novo este triunvirato atingiu um equilíbrio. Em regra o Estado não se metia com as forças armadas e vice-versa e este equilíbrio só ruiu depois de muitos anos de desgaste provocado pela Guerra Colonial bem como pela ascensão de determinadas camadas sociais dentro da estrutura militar (note-se que a gestão do caso Delgado foi, como é sabido, levado para a frente sem o aval dos órgãos centrais do Estado Novo mas sim por um braço que nessa altura já estava algo fora de controlo, a PIDE). Os diferentes movimentos corporativos geriam de forma quase exclusiva e especializada os vários sectores da sociedade portuguesa, gestão esta sempre moderada e supervisionada para salvaguardar os interesses da Nação e do Estado.</p>
<p>É na natureza, génese e evolução dos movimentos corporativos que me quero focar e penso serem de especial relevância para o tema inicial.</p>
<p>Nos últimos anos do regime em que se foram abrindo concessões de índole mais liberal na vida económica e social do país, advento fortalecido pela chamada &#8220;Primavera Marcelista&#8221;, o Estado abdicou de certa forma de alguma da sua presença omnipresente, espaço esse imediatamente ocupado pelos poderosos movimentos corporativos.</p>
<p>Também se pode inferir que à medida que a relação entre o Estado e as forças armadas se ia degradando progressivamente ao longo dos vários anos da Guerra Colonial bem como o desgaste que o Estado sofreu ao longo de quase duas décadas de guerra no Ultramar, espaços vazios iam sendo a pouco e pouco abertos na sociedade, que naturalmente foram ocupados pelos movimentos corporativos em ascensão por uma economia que começava a recolher alguns dos frutos do rigor salazarista e da emergente, ainda que contida, liberalização controlada de alguns sectores sociais e económicos.</p>
<p>No final do Estado Novo pode-se assumir que a estrutura social estava completamente controlada pelos movimentos corporativos relegando para segundo plano a posição outrora primordial do Estado. Para ter uma ideia da dimensão deste poder, basta analisar o nível de vida bastante razoável das pessoas associadas a estes movimentos com a vida do resto da população miserável e empobrecida. Esta discrepância é particularmente evidente nos centros urbanos e administrativos do Estado português na altura.</p>
<p>Chegou-se então ao ponto de desgaste máximo na relação entre as forças armadas e o Estado Novo e como sabemos, teve lugar o 25 de Abril de 1974.</p>
<p>Como exemplo da predominância do espírito corporativo face à ideologia política por esta altura, temos o emblemático exemplo de um dos mais prestigiados centros académicos do país na altura, a emblemática Faculdade de Direito de Coimbra.</p>
<p>O Professor Doutor Afonso Queiró, director desta instituição que chegou a ser relator da Câmara Corporativa e como tal, homem conotado com o regime, recebe ainda hoje agradecimentos de antigos alunos, por ter movido mundos e fundos na altura contra decisões políticas que preconizavam o afastamento destes alunos apesar da sua excelência académica. Vital Moreira, penso que filiado no PCP na altura, é um desses alunos como <a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2004/04/represso-acadmica-no-estado-novo.html">ele próprio afirma</a>.</p>
<p>Este tipo de medidas acabou por ter consequências muito particulares depois do 25 de Abril. Em contra exemplo, temos a muito politizada Faculdade de Direito de Lisboa, casa-mãe de Marcello Caetano, acabou por cair em descalabro total e absoluto graças ao domínio imposto por forças partidárias radicais de esquerda (MRPP, PCP, &#8230;). Estes zelotas pautados pelo fanatismo, exoneraram o quadro académico tradicional e transformaram a outrora excelência académica da instituição num pardeeiro partidário onde se passavam diplomas tendo em apenas em conta a filiação partidária e ideológica dos alunos. Desta loucura resultou uma exaltação da mediocridade no meio cujos reflexos ainda hoje são visíveis.</p>
<p>Na Faculdade de Direito de Coimbra, a loucura do PREC não foi suficiente para destruir a estrutura académica existente. Os esforços de Afonso Queiró para tentar impedir a politização na altura do regime, tiveram os seus frutos nos anos loucos do PREC, em que os elementos de esquerda protegidos por esta postura possibilitaram que Afonso Queiró bem como o restante quadro académico se mantivesse tanto quanto possível e que a excelência académica da faculdade saísse de pé depois de atravessar o Cabo das Tormentas do PREC.</p>
<p>Penso que este é o melhor exemplo da força corporativa face à força política. Afonso Queiró favoreceu claramente o interesse corportativo da Faculdade de Direito de Coimbra, assegurando assim a sua coesão e sobrevivência a longo prazo. Completamente ao contrário do descalabro lisboeta.</p>
<p>Depois deste aparte, podemos então continuar. Depois da revolução e do PREC, apesar da exoneração total do poder político fascista e da queda das suas dependências mais significativas, nos escombros do regime, as corporações mais fortes e menos politizadas  sobreviveram à tempestade e ficaram de pé no meio dos escombros do Estado Novo. Como elas, ficou a maioria da estrutura estatal portuguesa.</p>
<p>Com o falhanço da tentativa de implementação de um Estado Comunista ao estilo soviético em Portugal, o país entrava agora na vida democrática mas completamente assente nas fundações do antigo regime. Um país de cara lavada, que ao contrário de todos os outros países europeus, não viu cair por terra as antigas estruturas mas simplesmente as suas fachadas.</p>
<p>As consequências deste <em>face-lifting</em> político são sem dúvida uma mais-valia para a estabilidade do país. Qualquer outra abordagem poderia ter resultado em guerra civil e nova ditadura de cores diferentes. Infelizmente, existem também consequências negativas só superáveis a longo prazo, consequências essas que ainda hoje sofremos na vida actual.</p>
<p>Portugal era agora um jogo de interesses corporativos sem árbitro. O velho poder político do Estado Novo estava morto, a onda vermelha não fez cair a falésia durante o PREC, o novo poder político estava de rastos e a lutar para sobreviver às ameaças vermelhas, mas algo permanecia firme e de pé no meio dos escombros, os movimentos corporativos. Depois de sobreviver à queda do Estado Novo e ao PREC, a força destes movimentos estava amplamente demonstrada, e agora sem árbitros com o peso do anterior regime político, e mantendo muito do seu antigo poder, as corporações estavam prontas para tomar conta da nova sociedade portuguesa.</p>
<p>E assim foi, grandes empresas e indústrias como a CUF, as ordens profissionais, as faculdades sobreviventes determinaram as novas regras do jogo a que mais tarde se juntaram as forças emergentes do novo regime.</p>
<p>A estrutura social era então constituída por um poder político relativamente fraco quando comparado com o Estado Novo e por uma panóplia de fortes interesses corporativos que faziam agora as suas próprias regras e tentavam ao máximo impermeabilizar o nascimento de mais jogadores e manutenção do <em>status quo</em> através de forte influência política, económica e social com a qual somos confrontados diariamente.</p>
<p>E pronto, deixo-vos com a fotografia da Sala do Senado no Palácio de São Bento, antiga sala de reuniões da Câmara Corporativa.</p>
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		<title>Eterna</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 16:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Para fazer uma pausa nas eleições norte-americanas, resolvi colocar uma breve referência a uma adaptação televisiva da série literária de Frank Herbert, Dune. A adaptação sofre de problemas bem visíveis de orçamento mas captura por vezes o espírito das obras no seu pleno. Para mim, um dos pontos altos das adaptações, é em&#160;Children of Dune&#160;a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-881   aligncenter" title="Deserto" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2008/08/deserto.jpg" alt="Deserto" width="490" height="261" /></p>
<p>Para fazer uma pausa nas eleições norte-americanas, resolvi colocar uma breve referência a uma adaptação televisiva da série literária de Frank Herbert, <em>Dune</em>. A adaptação sofre de problemas bem visíveis de orçamento mas captura por vezes o espírito das obras no seu pleno. Para mim, um dos pontos altos das adaptações, é em&nbsp;<em>Children of Dune</em>&nbsp;a sua&nbsp;soberba&nbsp;banda sonora da autoria de <a title="Brian Tyler" href="http://www.briantyler.com/" target="_blank">Brian Tyler</a>.</p>
<p>O realizador parece partilhar este ponto de vista uma vez que dedicou no filme, uma pequena montagem acompanhada pela versão completa da melhor música da banda sonora, Inama Nushif.&nbsp;<a title="Brian Tyler" href="http://www.briantyler.com/" target="_blank">Brian Tyler</a>&nbsp;fez um trabalho fantástico sobretudo tendo em conta o baixo orçamento e escreveu esta pequena peça utilizando linguagem frémen (língua dos nativos frémen de Arrakis) extraída das várias obras do autor e é dedicada à protagonista e antagonista da obra, Alia Atreides.</p>
<p><a title="Brian Tyler" href="http://www.briantyler.com/" target="_blank">Brian Tyler</a>&nbsp;considerou na altura esta a sua melhor composição e eu do que conheço da obra dele estou de acordo, não por uma questão de demérito das outras mas por mérito próprio desta banda sonora.</p>
<p>Deixo aqui a letra original e a sua tradução juntamente com a montagem no filme:</p>
<p> </p>
<p>[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p>
<p> </p>
<blockquote><p><!--EndFragment--></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="446"><!--StartFragment--> <col width="134"></col> <col width="50"></col> <col width="262"></col></p>
<tbody></tbody>
<tbody></tbody>
<tbody></tbody>
<tbody></tbody>
<tbody></tbody>
<tbody></tbody>
<tbody>
<tr height="13">
<td width="134" height="13"><strong>Inama Nushif</strong></td>
<td width="50">&nbsp;</td>
<td width="262"><strong>Ela é Eterna</strong></td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Inama nushif</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Ela é eterna</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Al asir hiy ayish</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Intocável pela malícia</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Lia-anni</td>
<td>&nbsp;</td>
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</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Zaratha zarati</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Num enlace eterno</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Hatt al-hudad</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Através da tempestade</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Al-maahn al-baiid</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Seja dilúvio ou areia</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Ay-yah idare</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Uma voz singular</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Adamm malum</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Ergue-se na corrente</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Hatt al-hudad</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Através da tempestade</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Al-maahn al-baiid</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Seja dilúvio ou areia</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Ay-yah idare</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Uma voz singular</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Adamm malum</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Ergue-se na corrente</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td colspan="2" height="13">Inama nishuf al a sadarr</td>
<td>A sua voz canta para sempre</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Eann zaratha zarati</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Através das eras num enlace perpétuo</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td colspan="2" height="13">Kali bakka a tishuf ahatt</td>
<td>Com a dádiva de um sacrifício</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Al hudad alman dali</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Sem igual</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td colspan="2" height="13">Inama nishuf al a sadarr</td>
<td>A sua voz canta para sempre</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Eann zaratha zarati</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Através das eras num enlace perpétuo</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td colspan="2" height="13">Kali bakka a tishuf ahatt</td>
<td>A dádiva de um sacrifício</td>
</tr>
<tr height="13">
<td colspan="2" height="13">Al hudad alman dali alia</td>
<td>Um dia por Alia cumprido</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Inama nushif</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Ela é eterna</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Al asir hiy ayish</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Intocável pela malícia</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Lia-anni</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Única e singular, não conhece tempo ou era</td>
</tr>
<tr height="13">
<td height="13">Zaratha zarati</td>
<td>&nbsp;</td>
<td>Num enlace eterno</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> <br />
<em>Brian Tyler</em></p></blockquote>
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		<item>
		<title>End of&#8230;</title>
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		<comments>http://eccehomo.me/2008/08/28/end-of/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 18:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[The fate of Death&#8230;
 
[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]

 
&#8230;is also the joy of Rebirth.
 
[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>The fate of Death&#8230;</p>
<p> </p>
<p>[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p>
<p><span id="more-209"></span></p>
<p> </p>
<p>&#8230;is also the joy of Rebirth.</p>
<p> </p>
<p>[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p>
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		<title>Fecho?</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 16:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[E é com esta pergunta que fecho os meus comentários aos Jogos Olímpicos de 2008. Espero bem que as minhas esperanças e expectativas em relação à China se realizem num futuro próximo. A cerimónia de fecho foi mais uma vez soberba, e embora mais descontraída e festiva que a cerimónia de abertura, providenciou ao espectador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E é com esta pergunta que fecho os meus comentários aos Jogos Olímpicos de 2008. Espero bem que as minhas <a title="Abertura" href="http://eccehomo.me/2008/08/16/abertura/" target="_self">esperanças e expectativas</a> em relação à China se realizem num futuro próximo. A cerimónia de fecho foi mais uma vez soberba, e embora mais descontraída e festiva que a cerimónia de abertura, providenciou ao espectador um espectáculo de rara beleza com ênfase para a fabulosa chama humana, chama essa que a China quer que arda para todo o sempre mesmo depois do emocionado extinguir da chama olímpica no emblemático &#8220;Ninho de Pássaros&#8221;.</p>
<p>Aquilo que menos impressionou em toda cerimónia foi, como não podia deixar de ser, a modesta apresentação britânica que a meu ver se ridicularizou completamente ao destacar sobretudo o futebol, desporto esse que está longe de ser relevante no quadro da tradição olímpica, mas pronto&#8230; Muda-se de país, mudam-se as vontades&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a title="London 2012" href="http://www.london2012.com/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-805" title="London 2012" src="http://eccehomo.me/wp-content/uploads/2008/08/london2012_logo.jpg" alt="London 2012" width="281" height="312" /></a></p>
<p>Ficou bem patente a dificuldade que os britânicos terão para igualar a espectacularidade dos Jogos de Pequim com a entrega do testemunho e honestamente, boa sorte, e pelo aspecto do logotipo e entrega de testemunho, acho que vão precisar&#8230;</p>
<p>Foi também aqui que se consagrou campeão da prova rainha dos Jogos Olímpicos, a Maratona, o queniano Samuel Wansiru que fez uma prova espectacular num disputadíssimo final em que quebrou com 2 horas 6 minutos, 32 segundos record de 2 horas, 9 minutos 21 segundos de Carlos Lopes de Los Angeles 1984. Jaouad Gharib of Morocco também quebrou o record 2 horas, 7 minutos e 16 segundos. Dramática foi a medalha de Bronze, onde o etíope Tsegay Kebede com 2 horas e 10 minutos ultrapassou praticamente na linha de meta o seu compatriota Martin Lel que veio na cabeça da corrida durante muito tempo, não conseguindo resistir no final. Foi sem dúvida a consagração mais espectacular de todo o evento uma vez que coincidiu com a cerimónia de fecho.</p>
<p>Seja como for, avaliem por vós próprios a cerimónia que aqui deixo desde já.</p>
<p>[Veja o artigo na página para ver o conteúdo multimédia.]</p>
<p>Estes foram para mim, os Jogos Olímpicos mais fantásticos de sempre e espero bem que a China aproveite bem a imagem positiva que deixou, não para mascarar os aspectos negros do regime Chinês (o que pode muito bem acontecer) mas sim para os abandonar progressivamente.</p>
<p>Como comentário rápido à nossa participação, penso que o nosso maior erro mais uma vez e à semelhança do Euro, foi a abertura da Caixa de Pandora com o anúncio tão mediático e histérico das expectativas. Fossem elas realizáveis ou não, penso que não é a festejar medalhas antes das vitórias que se pavimenta o caminho do sucesso.</p>
<p>De resto penso que os resultados foram bastante razoáveis. Duas medalhas mas muitos lugares de destaque infelizmente não muito comentados na comunicação social.</p>
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