As-tu déjà aimé?

As-tu déjà aimé?

As-tu déjà aimé
pour la beauté du geste?
As-tu déjà croqué
la pomme à pleine dent?
Pour la saveur du fruit
sa douceur et son zeste
T’es tu perdu souvent?

Oui j’ai déjà aimé
pour la beauté du geste
mais la pomme était dure.
Je m’y suis cassé les dents.
Ces passions immatures,
ces amours indigestes
m’ont écoeuré souvent.

Les amours qui durent
font des amants exsangues,
et leurs baisers trop mûrs
nous pourrissent la langue.

Les amour passagères
ont des futiles fièvres,
et leur baiser trop verts
nous écorchent les lèvres.

Car a vouloir s’aimer
pour la beauté du geste,
le ver dans la pomme
nous glisse entre les dents.
Il nous ronge le coeur,
le cerveau et le reste,
nous vide lentement.

Mais lorsqu’on ose s’aimer
pour la beauté du geste,
ce ver dans la pomme
qui glisse entre les dents,
nous embaume le coeur,
le cerveau et nous laisse
son parfum au dedans.

Les amours passagères
font de futils efforts.
Leurs caresses ephémères
nous faitguent le corps.

Les amours qui durent
font les amants moins beaux.
Leurs caresses, à l’usure,
ont raison de nos peaux.

Alex Beaupain

Abertura

Foi com grande alegria e sem reservas, que encarei a abertura do maior evento internacional dos últimos anos, os polémicos Jogos Olímpicos deste ano: Beijing 2008. Antes de falar mais sobre isto, disponibilizo aqui a épica abertura dos Jogos deste ano, realizada pelo aclamado realizador chinês, fortemente conhecido pelos espectáculos de cor e movimento que cria nos seus filmes, Yimou Zhang.

Beijing 2008

Ao ver a abertura, não pude certamente deixar de sentir uma grande esperança no “Império do Meio”, que quase 20 anos depois do massacre na praça mais emblemática de Pequim, Tiananmen, apresenta uma evolução cultural e social sem precedentes potenciada pelo forte crescimento económico proporcionado pela Nova China preconizada pelo comunista mais neo-liberal de sempre, Deng Xiaoping.

 

 

Esta abertura é uma mensagem clara ao Ocidente. Não é um manifesto de superioridade racial ou política, não é uma declaração de ódio e fecho aos outros povos e não é certamente a coroação do Comunismo chinês como modelo mundial a seguir. Como tal, a equiparação deste evento aos Jogos de Berlim em 1936 é um insulto que a meu ver transporta muita ambivalência possivelmente motivada por outras questões que não aquelas que assume.

Nesta abertura, a China faz definitivamente as pazes com o seu passado ancestral, sendo o espectáculo pautado exclusivamente pela exaltação da História chinesa, dos costumes artísticos e culturais mais antigos, das suas invenções que ajudaram a moldar a face do mundo, da força do colectivo humano sobre o indivíduo e da esperança e fé num futuro cada vez melhor, mas mais que tudo isto, uma mensagem de abertura ao Ocidente.

Pergunto aos adeptos do contra que esperam eles conseguir com a segregação da China? Será que acreditam que um país oriental com a dimensão e recursos humanos e naturais da China vai evoluir positivamente através de uma política de isolamento e segregação mundial? Se acham mesmo que sim, recomendo que leiam um pouco sobre os resultados dessa atitude na História contemporânea do país.

Tenho vergonha dos ocidentais que são acerrimamente contra a realização dos Jogos em Pequim. Quero apenas lembrar-lhes que os Jogos são um evento de aproximação dos povos e não de segregação e que através da abertura que estes implicam, a aproximação do Ocidente vai sem dúvida continuar a empurrar a evolução da China face aos Direitos Humanos, onde infelizmente ainda encontra muitas lacunas graves.

Que comecem os Jogos!

Cobras e Lagartos

Estádio de Alvalade

Aquando do frenesim mediático em torno da palhaçada global que foi a eleição das “Novas 7 Maravilhas do Mundo”, o jornal Público decidiu fomentar uma discussão jocosa em torno do património arquitectónico e urbanístico português, com uma sondagem online intitulada “Os 7 Horrores de Portugal”.

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