Ainda antes de andar pelo Instituto Superior Técnico a tirar fotografias, comecei no dia anterior por um edifício vizinho: o opulento e gigantesco complexo Sede do Grupo Caixa Geral de Depósitos situado no local da antiga Companhia das Fábricas de Cerâmica Lusitana na Avenida João XXI entre a Praça de Londres e o Campo Pequeno.
Qualquer pessoa que já tenha tido oportunidade de observar este colosso, ficou sem dúvida impressionada pela sua dimensão claramente absurda. No meu caso, fiquei ainda mais pela personalidade arquitectónica do complexo que é explicitamente uma espécie de imitação disforme pós-moderna da grandiosa arquitectura religiosa neo-clássica presente em Itália, com especial relevo para o Vaticano.
Tendo em conta todos os paralelismos arquitectónicos, os inúmeros aspectos assumidamente simbólicos e a própria escala da obra, não é com muito esforço que todo o edifício me parece uma verdadeira provocação de dimensões que falam por si, do poder terreno representado pelo dinheiro e pela alta finança ao poder divino que basicamente nos parece dizer asserivamente:
O único Deus do Mundo é o Dinheiro.

