Publicado a Tuesday, 15 de May de 2007 .
Um dia destes, fui ao ginásio como é habitual, chego ao balneário e procuro um cacifo livre e eis que me deparo com uma situação algo caricata. Ao meu lado, vejo um cadeado normalíssimo, daqueles que se vendem e alugam neste ginásio mas com uma etiqueta metálica agarrada, não com o nome, não com uma morada, contacto ou número de telefone mas sim a imagem seguinte:
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Publicado a Tuesday, 8 de May de 2007 .
Há vários anos, fui à Grécia. Nesta viagem tive a oportunidade de visitar Atenas e naturalmente a sua coroa de orgulho e glória, a acrópole.
Não se iludam pelas românticas e utópicas imagens clássicas, Atenas é actualmente uma cidade de trânsito caótico asfixiada pela poluição, no horizonte amontoam-se aquilo que pode ser descrito apenas como tumores urbanísticos do século XX muito como se vê na grande Lisboa ou no grande Porto e as ruas constituem um labirinto onde o mais experiente dos guias se consegue perder com facilidade.
Independentemente dos desencantos da furiosa cidade e da decadência obsessiva de um passado glorioso, uma pérola luta nas entranhas da besta, a já mencionada acrópole e a zona circundante que por algum milagre continuam ainda protegidas.
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Publicado a Monday, 23 de April de 2007 .

Tendo em conta que o IST se assume como o futuro do paradigma científico português, deixa bem patente o respeito à massa crítica que vai gerar esse futuro: os alunos.
Depois das obras de restauro do chão do Salão Nobre, os alunos tornaram-se indignos de pisar esse solo sagrado destinado apenas aos pés dos grandes dirigentes do IST e seus convidados em eventos oficiais.
Naturalmente providenciou-se um espaço de substituição à altura dos alunos: uma secção entaipada com placares de pladur no átrio do Pavilhão de Civil juntamente com confortáveis cadeiras bambas de contraplacado com mais ou menos a mesma idade dos alunos sem esquecer as mesas a condizer que teimam em não ficar quietas durante os exames.
Tudo isto acompanhado da “música” vinda dos ruídos dos vários trabalhadores e pessoas que frequentam o espaço. A culpa é das ondas sonoras que não percebem que não podem atravessar os placares…
Depois de alguns exames nestas condições, o descontentamento generalizado dos alunos parece ter surtido efeito. Apesar de petições a pedir o Salão Nobre de volta, a decisão de o manter disponível apenas para eventos “dignos” ficou. Ainda assim, a solução do salão entaipado que descrevi acima foi aparentemente abandonada e agora distribuem os alunos pelos vários anfiteatros do IST.
Nota: Tinha este post em conserva desde 2006 por falta de fotografias, mas de qualquer forma resolvi metê-lo agora não vão lembrar-se de nos mandar outra vez para a barraca por falta de salas.